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domingo, 22 de março de 2009
O que é um Lammer
Oque é um Lammeraqui mostraremos varias respostas sobre oque é um lammerLammah, ou Lammer é aquele usúario de Internet que vive para encher o saco dos outros, isso ocorre principalmente no IRC • Internet Relay Chat •, algumas atitudes como provocar Op´s, IrcOps, ou qualquer outro usuário, se achando o cara mais Hacker do mundo, são logo identificadas como lammers. Esses individuos são facilmente encontrados em Shitlists de operadores e listas de Akick em canais. Ou seja, Lammah eh o cara que compra um Micro na sexta-feira, sábado abre uma conta de internet e domingo já sai espalhando que é hacker!Todo conteúdo dessa página é elaborado pelos que nos mandam esses "atos", eles não sofrem nenhuma alteração, nem mesmo ortográfica.Êste nome é dado à uma pessoa que não sabe ou tem conhecimentos de programação e computação e "alardeia" dizendo que fez "isto e aquilo" (que não é verdade) e conseguiu invadir algum site ou computador.É como chamamos uma pessoa cheia de fanfarronice ou bazófia, e que se auto proclama o melhor ou que seja "entendido" em computação. Isto é um lammer.....Um Script Kiddie (garoto dos scripts, numa tradução literal) é o nome atribuído aos grupos de crackers inexperientes (geralmente das camadas etárias mais novas) que desenvolvem atividades relacionadas com segurança da informação utilizando-se do trabalho intelectual dos verdadeiros especialistas técnicos, não possuem conhecimento de programação, e não está interessado em tecnologia, e sim em ganhar fama ou outros tipos de lucros pessoais.Cerca de 95% dos ataques virtuais são feitas por Script Kiddies, eles utilizam exploits, trojans e ferramentas de cracking para alcancar seus objetivos. Scriptkiddies costumam usar "leet speak" em seus nicks, e se indentificarem pelas suas ações como defacer(quem altera o conteúdo original de websites, geralmente tendo acesso ao sistema, realizando Defacement), carder (fraudadores de cartões de crédito), banker (fraudes bancárias), entre outros. Outro termo comum para indentificar Script Kiddies é o termo hax0r uma mistura de "hacker" com leet speak"; geralmente, "hax0rs" se refere a Script Kiddies.Esta expressão é utilizada com fim pejorativo, afinal, a maioria dos Script Kiddies não possui o conhecimento de um cracker ou black hat experiente. Uns são curiosos aventureiros no mundo virtual, que estão apenas descobrindo a internet e que procuram seguir o caminho para usufruir do servidor, outros já detêm conhecimento e querem apenas se divertir. Os Script Kiddies apenas utilizam diversos meios e ferramentas de ambas as áreas para realizar o seu trabalho.Termo LammerScript Kid é o sinônimo moderno do antigo termo Lammer (de acordo com o dicionário britânico, uma pessoa inepta ou ineficáz), muito utilizado no final dos anos 80 e meados dos anos 90. Também é empregada para designar uma pessoa que não possui conhecimentos técnicos sobre computadores, porém, faz-se passar por um especialistas
o que e Phreaker
Maníacos por telefonia. Essa é a maneira ideal de descrever os phreakers. Utilizam programas e equipamentos que fazem com que possam utilizar telefones gratuitamente. O primeiro phreaker foi o Capitão Crunch, que descobriu que um pequeno apito encontrado em pacotes de salgadinhos possui a mesma freqüência dos orelhões da AT&T, fazendo com que discassem de graça. Um programa comum utilizado é o blue box, que gera tons de 2600 pela placa de som, fazendo com que a companhia telefônica não reconheça a chamada. Outra técnica muito usada principalmente no Brasil é a de utilizar um diodo e um resistor em telefones públicos. Ou de cobrir o cartão telefônico de papel alumínio para que os creditos não acabem. Técnicas como essas são utilizadas no mundo inteiro. O phreaker é uma categoria à parte, podem ser hackers, crackers ou nenhum dos dois. Alguns phreakers brasileiros são tão avançados que têm acesso direto à centrais de telefonia, podendo desligar ou ligar telefones, assim como apagar contas. Um dos programas muitos usados para isso é o ozterm, programinha de terminal que funciona em modo dos. Por sinal, muito difícil de encontrar na net.
o que e Cracker
Esses sim são os maldosos. Com um alto grau de conhecimento e nenhum respeito, invadem sistemas e podem apenas deixar a sua “marca” ou destruí-los completamente. Geralmente são hackers que querem se vingar de algum operador, adolescentes que querem ser aceitos por grupos de crackers (ou script kiddies) e saem apagando tudo que vêem ou mestres da programação que são pagos por empresas para fazerem espionagem industrial. Hackers e crackers costumam entrar muito em conflito. Guerras entre grupos é comum, e isso pode ser visto em muitos fóruns de discussão e em grandes empresas, as quais contratam hackers para proteger seus sistemas.
O que é Hacker
Na verdade, os hackers são os bons mocinhos. Para os fãs de Guerra nas Estrelas, pensem no hacker como o cavaleiro jedi bonzinho. Ele possui os mesmos poderes que o jedi do lado negro da força (cracker) mas os utiliza para proteção. É um curioso por natureza, uma pessoa que têm em aprender e se desenvolver um hobby, assim como ajudar os “menos prevalecidos”. Um bom exemplo real foi quando o cracker Kevin Mitnick invadiu o computador do analista de sistemas Shimomura. Mitnick destruiu dados e roubou informações vitais. Shimomura é chamado de hacker pois usa sua inteligência para o bem, e possui muitos mais conhecimentos que seu inimigo digital. Assim facilmente montou um honeypot (armadilha que consiste em criar uma falsa rede para pegar o invasor) e pegou Kevin. Infelizmente a imprensa confundiu os termos e toda notícia referente a baderneiros digitais se refere à hacker.
O que é Linux?
1. IntroduçãoLinux é um sistema operacional no estilo UNIX, desenvolvido inicialmente por Linus Torvalds. Ele é distribuído sobre os termos da licença GPL (General Public License), o que o torna um software livre, cujo código fonte deve ser sempre disponibilizado.O Linux em si é o núcleo do sistema operacional (kernel), responsável pela abstração do hardware para um nível passível de fácil utilização para os demais programas. Interfaces gráficas, editores de texto e vários outros aplicativos que normalmente são disponíveis juntamente com os sistemas operacionais (como o Windows) não são parte do kernel. No caso do Linux, sistemas desta natureza estão disponíveis sob a forma de distribuições.1.1 Características do LinuxA seguir temos uma pequena lista de características do Linux:#Multitarefa: vários programas podem ser executados ao mesmo tempo.#Multiusuário: vários usuários podem utilizar o sistema simultaneamente.#Multi-plataforma: roda em vários tipos de CPUs.#Possui proteção de memória entre os processos, o que o torna muito estável.#Compatível com POSIX, System V e BSD.#Suporte a sistemas de arquivos do Windows (FAT32, NTFS,...) e de outros sitemas.#Sistema de arquivos UMSDOS, que permite a instalação do Linux em partições FAT e DOS.#Suporte a vários protocolos de rede, como TCP, IPv4, IPv6, IPX, SMB e outros.1.2 DistribuiçõesAs distribuições são coleções de aplicativos, na grande maioria provenientes do projeto GNU, que somados ao kernel oferecem sistemas que são utilizados desde grandes servidores até computadores pessoais. São exemplos de distribuições o Red Hat, SuSE, Debian e Slackware, além da distribuição nacional, o Conectiva Linux.As distribuições vêm com programas de instalação próprios, e algumas ainda disponibilizam programas para auxiliar na configuração e manutenção dos sistemas depois de instalados. Geralmente as empresas vendem suas distribuições em CDs, e ao mesmo tempo colocam todos os arquivos disponíveis para download pela Internet, sem custo nenhum. A vantagem de se comprar uma distribuição é que muitas vezes elas vêm acompanhadas de manuais e suporte técnico, além, é claro, do caso em que o usuário não tem acesso à Internet.Como as distribuições são uma grande coleção de aplicativos, existem algumas diferenças na forma em que o sistema é organizado. Apesar disso, as diferenças não chegam a torná-las incompatíveis, uma vez que todas utilizam o kernel do Linux, e aplicativos como o compilador GNU-GCC, a biblioteca glibc e o ambiente gráfico Xfree86, só para citar alguns exemplos, estão presentes em todas elas.1.3 AplicativosA seguir uma lista de aplicativos existentes para o Linux:#GNU-GCC: compilador C/C++ e outras linguagens.#Bash: interpretador de comandos.#XFree86: implementação de um servidor X Window.#Gnome, KDE, Window Maker: ambientes gráficos (desktop environments).#Apache: servidor de páginas responsável por mais de 60% dos sites da Internet.#Sendmail: servidor de e-mail.#Nescape, Mozilla, Konqueror, Nautilus: navegadores.#Vim, GNU-Emacs: poderosos editores de texto para programadores.#StarOffice: ferramenta de escritório com editor de textos, planilha, apresentação#Scilab: ferramenta para cálculos baseados em matrizes, como o Matlab.#MySQL, Postgress: banco de dados.#Conjunto completo de ferramentas para edição com LaTEX
Cookies
Cookie é um tipo de arquivo que armazena no seu micro as configurações escolhidas para uma determinada página ou site . Quando você retornar àquela página , as informações gravadas no cookie serão enviadas para o site , com o nobre objetivo de não apenas reduzir o tempo de acesso mas para personalizá-lo .Perigo e PrivacidadeHá mais de uma maneira de utilizar "cookies" para rastrear a navegação na rede . A modalidade que representa a maior ameaça à privacidade do internauta é conhecida como "web bug" (grampo da rede) .Ela funciona da seguinte maneira : suponha que você visite um determinado site e receba um "cookie" enviado pela empresa X . Cada cookie , que nada mais é do que um arquivo txt , traz um número de série único que é atribuído ao seu computador .Em seguida , você visita outro site onde a mesma empresa X também envia cookies . Ao entrar nessa página , os computadores da empresa X reconhecem o número de identificação do seu cookie e acrescentam o endereço visitado a um prontuário digital sobre a sua máquina . Se nada for feito , e você continuar visitando sites onde há cookies dessa mesma empresa , após alguns dias ela terá uma coleção com os endereços que você visitou . Mas ainda não é possível relacionar esses dados com o seu nome , endereço ...Embora improvável , essa associação é tecnicamente possível : basta que você forneça seus dados pessoais para algum site que se disponha a compartilhá-los com a empresa X .A DoubleClick http://www.doubleckick.com , empresa que gerencia a maior rede de cookies da Internet , nega adotar qualquer um desses procedimentos .O problema é que , como o cookie passa sempre por baixo das pernas do proprietário do micro , quem pode garantir que ele contenha somente informações referentes ao site ? Será que ele , já que esteve ali no micro , sem fazer nada , não anotou uns dados importantes e depois , despretensiosamente , comentou com as pessoas do site ?Defesa e SoluçãoSe você prefere melhorar a sua privacidade sozinho a confiar em empresas , há vários programas e soluções que podem ajudá-lo .Como muitos sites não funcionam sem cookies , a única solução é utilizar um software regulador de cookies .Configurar o browser para não aceitar cookies ;Download do Cookie Viewer Clique aquiDownload : 290 KbytesDescrição : Programa gratuíto ; permite a visualização e o apagamento dos cookies armazenados no PC .http://www.winmag.com/Download do IDcide Clique aquiDownload : 1.31 MbytesDescrição : Programa gratuíto ; permite o controle e monitoramento dos cookies enviados para o computador do usuário , exibundo o endereço das páginas que estão tentando bisbilhotar o computador ; requer o IE 4 ou superior .http://www.idcide.comÉ perfeitamente possível apagar os "cookies" manualmente , mas como eles podem ser armazenados em várias pastas do micro , você pode acabar esquecendo de eliminar algunsInternet Explorer e NetscapeUma opção presente no Internet Explorer é permitir que somente alguns sites enviem os arquivos . Para ativá-la , clique em Ferramentas , Opções da Internet , Segurança , Sites confiáveis , Sites e digite os endereços de cada um . Em seguida , altere o nível de segurança para Médio .Os navegadores da Netscape permitem um truque para entrar em sites que exigem cookies sem recebê-los : apague o arquivo cookie.txt (ele fica na pasta Users , dentro do diretório Netscape) , crie outro com o mesmo nome e salve-o no mesmo lugar . Depois clique como o botão direito , escolha Propriedades e marque o item Somente leitura .
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As ameaças dos Crackers e Lammers
O simples fato de estar conectado à Internet implica em uma série depossibilidades de atentado à sua segurança. Entre as principais ameaças estão:Redes Corporativas: Disponibilizar serviços Internet em uma rede corporativapode abrir diversos furos de segurança, permitindo que recursos ou informaçõesda empresa sejam acessados de forma indevida por estranhos.Servidores: A ameaça de alteração nas informações de servidores pode sermortalmente prejudicial para uma empresa. Por exemplo, a modificação daespecificação de algum produto em um servidor da web pode fazer com queinúmeros negócios sejam perdidos.Transmissão: Às vezes pode não ser necessário uma invasão de servidores ouredes. É possível violar a transmissão da informação pela Internet,interceptando-se mensagens, arquivos, senhas etc.Interrupção: Um serviço pode ser atacado de uma maneira menos sutil, masnem por isso menos perigosa. Pode-se, simplesmente, fazer com que o serviço"caia", deixe de funcionar, e que todos os seus usuários legítimos fiqueminacessíveis.Negação: Em transações pela Internet, ainda temos um outro problema asolucionar. Negar a participação em uma negociação digital também pode ser
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A história da internet!!!
1836: O telégrafo é patenteado por Cooke e Wheatstone, iniciando as bases da telefonia.1858: Surge o primeiro cabo transatlântico, permitindo a comunicação além do oceano Atlântico.1876: Alexander Grahan Bell faz a demonstração do telefone, criando o futuro cenário para a Internet.1962: Inventado o dispositivo de rede que permite dividir a informação em partes pequenas antes de ser transmitida.1969: Nasce a Internet.1971: A invenção do e-mail.1973: Especificado o protocolo de transferência de arquivos. Isso revolucionou a maneira como os dados eram transmitidos ao redor do mundo.1982: O TCP/IP estabelece e define o futuro das comunicações.1984: Surge o Servidor de Domínio de Nomes, tornando os endereços da Web mais fáceis de lembrar.1991: A implementação dos servidores de ampla área de informação criou um mecanismo de índice de arquivos na Internet. Isso permitiu uma busca rápida por meio de palavras-chave.1992: Entram no ar as primeiras videoconferências pela Net.1996: Começa a guerra dos Web browsers entre a Microsoft e a Netscape.2000: O programa de permuta de arquivos Napster surge e gera uma massiva controvérsia. O vírus The Love Letter espalha-se descontroladamente
Programas Hacker
Pacotão 2007 de ferramentas Hacker Confira!Ultimate Hacking Experience 2007Trojan Horses- Yuri RAT v1.2- MofoTro v1.7 BETA- Charon- Beast v2.0.7- Omerta v1.3- Theef v2.10- Combined Forces R.A.T- MoSucker v3.0- ProRat v1.9 Fix2Keyloggers- Elite Keylogger v1.0- SKL v0.1- KeySpy v2.0- A++++- Curiosity- Keylogger- KeyCopyBinders- Daemon Crypt Public v2- NT Packer v2.1- EES binder v1.0- File Injector v3- Bytes Adder- FreshBind v2.01- YAB v2.01- NakedBind v1.0- Amok JoinerWebHacks/WordListsBrute Forcers- Munga Bunga 's Official- Brutus - Authentication Engine Test 2- wwwHack v1.946- FTP Brute Hacker- FTP Brute Forcer.tar.gz - Unix- Wbrute.tar.gz - Unix- Shadow Scanner-Brute Forcer- Hackers Utility v1.5- POP3 brute forcer.tar.gz - UnixCGI-Bug Scanners- NStealth HTTP Security Scanner v5.8- Attack Toolkit v4.1 & source code included- Scanarator- Legion NetBios Scanner v2.1- NetView v1.0- CGI Vulnerability Scan- CGI Scanner v4.0- VoidEye CGI scannerVirus!Viruses- Hippi virus- Sasser- W32. Blaster .Worm- Midnight Massacre- 00001- Nimda- Loveletter virus- Happy '99- MXZVirus Builders- DR VBS- VBSwg 2 beta - Virus builder- p0ke's WormGen 2.0- RESIDUO - DoS VirusMSN Hacks & Bots- HoaX Toolbox 1.1- MSN Extreme 3.0- MessenPass v1.06- Advanced Blood Scroller- Nudge Madness- Advanced Instant Messengers Password Recovery- Contact Spy- Msn Explosion- Encrypted MessengerPort & IP Scanners- Blues Port Scanner- ProPort v2.2- SuperScan v3.0- Net Scan Tools v4.2- LanSpy v2.0- Bitchin Threads v3.1- Trojan Hunter v1.5- SuperScan v4.0- Neotrace PRO v3.25 trial&crackNukers And Flooders- Rocket v1.0- RPCNuke v1.0- Panther Mode1 - 56k- Panther Mode2 - ISDN +- Final Fortune v2.4- Battle Pong - Technophoria- Assault v1.0- ICMP Nuker- CLICK v2.2EXTRA!- Telnet TutorialDOWNLOAD
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Endereços IP
Os endereços IP são números com 32 bits, normalmente escritos como quatro octetos (em decimal), por exemplo 128.6.4.7. A primeira parte do endereço identifica uma rede especifica na inter-rede, a segunda parte identifica um host dentro dessa rede. Devemos notar que um endereço IP não identifica uma máquina individual, mas uma conexão à inter-rede. Assim, um gateway conectando à n redes tem n endereços IP diferentes, um para cada conexão.
Os endereços IP podem ser usados para nos referirmos a redes quanto a um host individual. Por convenção, um endereço de rede tem o campoidentificador de host com todos os bits iguais a 0 (zero). Podemos também nos referir a todos os hosts de uma rede através de um endereço por difusão, quando, por convenção, o campo identificador de host deve ter todos os bits iguais a 1 (um). Um endereço com todos os 32 bits iguais a 1 e considerado um endereço por difusão para a rede do host origem do datagrama. O endereço 127.0.0.0 e reservado para teste (loopback) e comunicação entre processos da mesma máquina. IP utiliza três classes diferentes de endereços.
A definição de classes de endereços deve-se ao fato do tamanho das redes que compõem a inter-rede variar muito, indo desde redes locais de computadores de pequeno porte, até redes públicas interligando milhares de hosts. Na primeira classe de endereços, classe A, o bit mais significativo e 0 (zero), os outros 7 bits do primeiro octeto identificam a rede, e os 24 bits restantes definem o endereço local. Essa classe de endereços e usada para redes de grande porte, os endereços de rede variam de 1 a 256, e cada redetem capacidade de endereçar cerca de 16 milhões de hosts. A Arpanet e um exemplo de uma rede com endereços classe A. A classe B de endereços usa dois octetos para o número da rede e dois para endereços de hosts. Os endereços de redes classe B variam na faixa de 128.1 até 191.255 (os números 0 e 255 do segundo octeto, e 127 no primeiro são usados para funções especiais), e cada rede pode interligar cerca de 65 mil hosts.Finalmente, os endereços classe C utilizam três octetos para identificar a rede e um para o host. Os endereços de rede situam-se na faixa de 192.1.1 até 223.254.254, e cada rede pode endereçar 254 hosts. Os endereços acima de 223 no primeiro octeto foram reservados para uso futuro.
O Protocolo IP (Internet Protocol) O IP foi projetado para permitir a interconexão de redes de computadores queutilizam a tecnologia de comutação de pacotes. O ambiente inter-rede consiste em hosts conectados a redes que por sua vez sao interligadas através de gateways. As redes que fazem parte da inter-rede variam de redes locais (por exemplo, redes Ethernet) até redes de grande porte (por exemplo, a Arpanet).Os gateways da Internet são também chamados de routers (roteadores). Ao contr rio do protocolo X.25, o protocolo IP e um protocolo sem conexões. Sua função e transferir blocos de dados denominados datagramas da origem para o destino, onde a origem e o destino são hosts identificados por endereços IP. O protocolo IP também fornece o serviço de fragmentação e remontagem de datagramas longos, quando necessário, para que eles possam ser transmitidos através de redes onde o tamanho máximo permitido para os pacotes e pequeno. O serviço oferecido pelo IP ‚ sem conexão. Portanto, cada datagrama IP ‚ tratado como uma unidade independente que não possui nenhuma relação com qualquer outro datagrama. A comunicação ‚ não-confiável, não sendo usados reconhecimentos fim a fim ou entre nós intermediários. Nenhum mecanismo de controle de erros nos dados transmitidos ‚ utilizado, exceto um checksum do cabeçalho que garante asinformações nele contidas, que são usadas pelos gateways para encaminhar os datagramas, estão corretas. Nenhum mecanismo de controle de fluxo ‚ empregado. Algumas das principais caracter¡sticas desse protocolo são: Serviço de datagrama não-confiável Endereçamento hierárquico Facilidade de fragmentação e remontagem de pacotes Identificação da importância do datagrama e do n¡vel de confiabilidade exigido Identificação da urgência de entrega e da ocorrência futura ou não de pacotes na mesma direção (pré-alocação, controle de congestionamento) Campo especial indicando qual o protocolo de transporte a ser utilizado no n¡vel superior Roteamento adaptativo distribu¡do nos gateways Descarte e controle de tempo de vida dos pacotes inter-redes no gateway Alexandre Lopes - ALL, Endereços IP em Redes TCP/IP Toda interface de host ou nó emuma rede TCP/IP ‚ identificada por um endereço IP exclusivo. Esse endereço ser utilizado para identificar o host em uma rede; ele especifica também informações de roteamento em inter-redes. O endereço IP identifica um computador como um endereço de 32 bits exclusivo através de uma rede TCP/IP. Um endereço ‚ em geral representado por uma notação de decimais separados por ponto, que representa cada octeto de um endereço IP como seu valor decimal e separa cada octeto com um ponto. Ex: 102.54.94.97 ID de Rede e ID de Host Embora um endereço IP seja um valor único, ele contém duas partes de informações: a ID de rede e a ID de host (ou sistema) referente ao seu computador. -A ID de rede identifica um grupo decomputadores e outros dispositivos, todos localizados em uma mesma rede lógica, separados ou conectados entre si por roteadores. Em inter-redes (redes formadas por um conjunto de redes locais), há uma ID de rede exclusiva para cada rede. -A ID de host identifica o seu computador dentro de uma ID de rede espec¡fica. (Host ‚ qualquer dispositivo conectado com a rede que utilize TCP/IP) As redes conectadas com a Internet deverão obter uma ID de rede oficial na InterNIC para garantir uma exclusividade de ID de rede IP. Depoisde receber a ID de rede, o administrador da rede local dever tribuir IDs de host exclusivas aos computadores da rede local. Embora as redes privativas não conectadas com a Internet possam escolher utilizar seus próprios identificadores de rede, uma ID de rede válida da InterNIC permitir que uma rede privativa estabeleça conexão com a Internet posteriormente sem que seja preciso atribuir endereços novamente. A comunidade Internet definiu classes de endereços, de forma a acomodar redes de diferentes tamanhos. Cada classe de rede poder ser identificada a partir do primeiro octeto de seu endereço IP. A tabela a seguir apresenta um resumo do relacionamento entreo primeiro octeto de um endereço espec¡fico e seus campos de ID de host e Id de rede. Ela também identifica o número total de IDs de rede e IDs de hosts para cada classe de endereço. Esse exemplo usar w.x.y.z para designar os bytes do endereço IP. Classes de Endereços IP Classe Valores w ID de rede ID de host Redes Disp. Host/Rede A 1-126 w x.y.z 126 16.777.214 B 128-191 w.x y.z 16.384 65.534 C 192-223 w.x.y z 2.097.151 254 Nota: O endereço 127 ‚ reservado para teste de loopback e comunicações entre processos no computador local; não é um endereço de rede válido. Os endereços 224 e acima são reservados para protocolos especiais (IGPM multicast) e não podem ser utilizados comoendereços de host. Um host de rede utiliza uma ID de rede e uma ID de host para determinar qual pacote deve receber ou ignorar e para determinar o escopo de suas transmissões (apenas os nós com a mesma ID de rede suportam broadcasts no n¡vel do IP). Pelo fato de o endereço IP do remetente estar inclu¡do em todos os pacotes IP de sa¡da, ser útil para o computador de destino obter a ID de rede de origem e a ID de host do campo de endereço IP. Isso ser feito através de máscaras de sub-rede. []s,DP ___ * UniQWK #1151* A estrada do sucesso est sempre em obras !! - Máscaras de Sub-Rede As máscaras de sub-rede são valores de 32 bits que permitem que os destinatários de pacotes de ID distingam a parte ID da rede do endereço IP da ID do host. Assim como um endereço IP, o valor deuma máscara de sub-rede ‚ com frequência representado em notação dedecimais separados por ponto. As máscaras de sub-rede são determinadas pela atribuição de bits 1 aos bits que pertencem à ID da rede e de 0 aos bits que pertencem à ID do host.Conforme tabela a seguir. Máscaras de Sub-Rede Padrão para Classes de Endereços IP Padrão -------- -- -------- ------ ---- ------- -- --------- -- ------ Classes Bits Máscara de Sub-Rede A 11111111 00000000 00000000 00000000 255.0.0.0 B 11111111 11111111 00000000 00000000 255.255.0.0 C 11111111 11111111 11111111 00000000 255.255.255.0 O resultado permite que o TCP/IP determine o host e as IDs de rede do computador local. Por exemplo, quando um endereço IP for 102.54.94.97 e a máscara de sub-rede for 255.255.0.0, a ID de rede ser 102.54 e a ID de host ser 94.97. Embora a configuração de um host com a m scara de sub-rede possa parecer redundante depois de examinar as tabelasanteriores (já que a classe do host pode ser facilmente determinada), as máscaras de sub-rede também serão utilizadas para segmentar uma ID de rede atribu¡da entre diversas redes locais. Por ex, suponha que seja atribuída a uma rede o endereço 144.100 de Classe B. Esse ‚ um dos mais de 16000 endereços da classe B capazes de servir a mais de 65000 nós. No entanto, a rede corporativa internacional à qual essa ID foi atribu¡da ‚ composta por 12 redes locais internacionais com 75 a 100 nós cada. Em vez de solicitar mais 11 IDs de rede, ser melhor utilizar a sub-rede para fazer um uso mais eficiente da ID 144.100 atribu¡da. O terceiro octeto do endereço IP poder ser utilizadocomo uma ID de sub-rede, para definir a máscara de sub-rede 55.255.255.0. Isso dividir o endereço de Classe B em 254 sub-redes; 144.100.1 até 144.100.254, cada uma delas com 254 nós. (As IDs de host 0 e 255 não deverão ser atribu¡das a um computador; elas são usadas como endereços de broadcast, em geral reconhecidas por todos os computadores). Qualquer um desses 254 endereços de rede poderá ser atribu¡do às redes locais internacionais nesse exemplo. Dentro de cada rede local, será atribuída uma única ID de host exclusiva, e todas terão a máscara de sub-rede 255.255.255.0. O exemplo anterior demosntrou um esquema de sub-rede simples (e comum) para endereços de Classe B. Eventualmente será necessário segmentar apenas parte de um octeto utilizando apenas alguns bits para especificar as IDs de sub-rede (como quando as sub-redes excedem 256 nós). Cada usuário dever verificar com o administrador de rede local para determinar a diretriz de sub-rede da rede e a máscara de sub-rede correta. Amáscara de sub-rede deverá ser a mesma para essa ID de rede em todos os sistemas da rede local.
Os endereços IP podem ser usados para nos referirmos a redes quanto a um host individual. Por convenção, um endereço de rede tem o campoidentificador de host com todos os bits iguais a 0 (zero). Podemos também nos referir a todos os hosts de uma rede através de um endereço por difusão, quando, por convenção, o campo identificador de host deve ter todos os bits iguais a 1 (um). Um endereço com todos os 32 bits iguais a 1 e considerado um endereço por difusão para a rede do host origem do datagrama. O endereço 127.0.0.0 e reservado para teste (loopback) e comunicação entre processos da mesma máquina. IP utiliza três classes diferentes de endereços.
A definição de classes de endereços deve-se ao fato do tamanho das redes que compõem a inter-rede variar muito, indo desde redes locais de computadores de pequeno porte, até redes públicas interligando milhares de hosts. Na primeira classe de endereços, classe A, o bit mais significativo e 0 (zero), os outros 7 bits do primeiro octeto identificam a rede, e os 24 bits restantes definem o endereço local. Essa classe de endereços e usada para redes de grande porte, os endereços de rede variam de 1 a 256, e cada redetem capacidade de endereçar cerca de 16 milhões de hosts. A Arpanet e um exemplo de uma rede com endereços classe A. A classe B de endereços usa dois octetos para o número da rede e dois para endereços de hosts. Os endereços de redes classe B variam na faixa de 128.1 até 191.255 (os números 0 e 255 do segundo octeto, e 127 no primeiro são usados para funções especiais), e cada rede pode interligar cerca de 65 mil hosts.Finalmente, os endereços classe C utilizam três octetos para identificar a rede e um para o host. Os endereços de rede situam-se na faixa de 192.1.1 até 223.254.254, e cada rede pode endereçar 254 hosts. Os endereços acima de 223 no primeiro octeto foram reservados para uso futuro.
O Protocolo IP (Internet Protocol) O IP foi projetado para permitir a interconexão de redes de computadores queutilizam a tecnologia de comutação de pacotes. O ambiente inter-rede consiste em hosts conectados a redes que por sua vez sao interligadas através de gateways. As redes que fazem parte da inter-rede variam de redes locais (por exemplo, redes Ethernet) até redes de grande porte (por exemplo, a Arpanet).Os gateways da Internet são também chamados de routers (roteadores). Ao contr rio do protocolo X.25, o protocolo IP e um protocolo sem conexões. Sua função e transferir blocos de dados denominados datagramas da origem para o destino, onde a origem e o destino são hosts identificados por endereços IP. O protocolo IP também fornece o serviço de fragmentação e remontagem de datagramas longos, quando necessário, para que eles possam ser transmitidos através de redes onde o tamanho máximo permitido para os pacotes e pequeno. O serviço oferecido pelo IP ‚ sem conexão. Portanto, cada datagrama IP ‚ tratado como uma unidade independente que não possui nenhuma relação com qualquer outro datagrama. A comunicação ‚ não-confiável, não sendo usados reconhecimentos fim a fim ou entre nós intermediários. Nenhum mecanismo de controle de erros nos dados transmitidos ‚ utilizado, exceto um checksum do cabeçalho que garante asinformações nele contidas, que são usadas pelos gateways para encaminhar os datagramas, estão corretas. Nenhum mecanismo de controle de fluxo ‚ empregado. Algumas das principais caracter¡sticas desse protocolo são: Serviço de datagrama não-confiável Endereçamento hierárquico Facilidade de fragmentação e remontagem de pacotes Identificação da importância do datagrama e do n¡vel de confiabilidade exigido Identificação da urgência de entrega e da ocorrência futura ou não de pacotes na mesma direção (pré-alocação, controle de congestionamento) Campo especial indicando qual o protocolo de transporte a ser utilizado no n¡vel superior Roteamento adaptativo distribu¡do nos gateways Descarte e controle de tempo de vida dos pacotes inter-redes no gateway Alexandre Lopes - ALL, Endereços IP em Redes TCP/IP Toda interface de host ou nó emuma rede TCP/IP ‚ identificada por um endereço IP exclusivo. Esse endereço ser utilizado para identificar o host em uma rede; ele especifica também informações de roteamento em inter-redes. O endereço IP identifica um computador como um endereço de 32 bits exclusivo através de uma rede TCP/IP. Um endereço ‚ em geral representado por uma notação de decimais separados por ponto, que representa cada octeto de um endereço IP como seu valor decimal e separa cada octeto com um ponto. Ex: 102.54.94.97 ID de Rede e ID de Host Embora um endereço IP seja um valor único, ele contém duas partes de informações: a ID de rede e a ID de host (ou sistema) referente ao seu computador. -A ID de rede identifica um grupo decomputadores e outros dispositivos, todos localizados em uma mesma rede lógica, separados ou conectados entre si por roteadores. Em inter-redes (redes formadas por um conjunto de redes locais), há uma ID de rede exclusiva para cada rede. -A ID de host identifica o seu computador dentro de uma ID de rede espec¡fica. (Host ‚ qualquer dispositivo conectado com a rede que utilize TCP/IP) As redes conectadas com a Internet deverão obter uma ID de rede oficial na InterNIC para garantir uma exclusividade de ID de rede IP. Depoisde receber a ID de rede, o administrador da rede local dever tribuir IDs de host exclusivas aos computadores da rede local. Embora as redes privativas não conectadas com a Internet possam escolher utilizar seus próprios identificadores de rede, uma ID de rede válida da InterNIC permitir que uma rede privativa estabeleça conexão com a Internet posteriormente sem que seja preciso atribuir endereços novamente. A comunidade Internet definiu classes de endereços, de forma a acomodar redes de diferentes tamanhos. Cada classe de rede poder ser identificada a partir do primeiro octeto de seu endereço IP. A tabela a seguir apresenta um resumo do relacionamento entreo primeiro octeto de um endereço espec¡fico e seus campos de ID de host e Id de rede. Ela também identifica o número total de IDs de rede e IDs de hosts para cada classe de endereço. Esse exemplo usar w.x.y.z para designar os bytes do endereço IP. Classes de Endereços IP Classe Valores w ID de rede ID de host Redes Disp. Host/Rede A 1-126 w x.y.z 126 16.777.214 B 128-191 w.x y.z 16.384 65.534 C 192-223 w.x.y z 2.097.151 254 Nota: O endereço 127 ‚ reservado para teste de loopback e comunicações entre processos no computador local; não é um endereço de rede válido. Os endereços 224 e acima são reservados para protocolos especiais (IGPM multicast) e não podem ser utilizados comoendereços de host. Um host de rede utiliza uma ID de rede e uma ID de host para determinar qual pacote deve receber ou ignorar e para determinar o escopo de suas transmissões (apenas os nós com a mesma ID de rede suportam broadcasts no n¡vel do IP). Pelo fato de o endereço IP do remetente estar inclu¡do em todos os pacotes IP de sa¡da, ser útil para o computador de destino obter a ID de rede de origem e a ID de host do campo de endereço IP. Isso ser feito através de máscaras de sub-rede. []s,DP ___ * UniQWK #1151* A estrada do sucesso est sempre em obras !! - Máscaras de Sub-Rede As máscaras de sub-rede são valores de 32 bits que permitem que os destinatários de pacotes de ID distingam a parte ID da rede do endereço IP da ID do host. Assim como um endereço IP, o valor deuma máscara de sub-rede ‚ com frequência representado em notação dedecimais separados por ponto. As máscaras de sub-rede são determinadas pela atribuição de bits 1 aos bits que pertencem à ID da rede e de 0 aos bits que pertencem à ID do host.Conforme tabela a seguir. Máscaras de Sub-Rede Padrão para Classes de Endereços IP Padrão -------- -- -------- ------ ---- ------- -- --------- -- ------ Classes Bits Máscara de Sub-Rede A 11111111 00000000 00000000 00000000 255.0.0.0 B 11111111 11111111 00000000 00000000 255.255.0.0 C 11111111 11111111 11111111 00000000 255.255.255.0 O resultado permite que o TCP/IP determine o host e as IDs de rede do computador local. Por exemplo, quando um endereço IP for 102.54.94.97 e a máscara de sub-rede for 255.255.0.0, a ID de rede ser 102.54 e a ID de host ser 94.97. Embora a configuração de um host com a m scara de sub-rede possa parecer redundante depois de examinar as tabelasanteriores (já que a classe do host pode ser facilmente determinada), as máscaras de sub-rede também serão utilizadas para segmentar uma ID de rede atribu¡da entre diversas redes locais. Por ex, suponha que seja atribuída a uma rede o endereço 144.100 de Classe B. Esse ‚ um dos mais de 16000 endereços da classe B capazes de servir a mais de 65000 nós. No entanto, a rede corporativa internacional à qual essa ID foi atribu¡da ‚ composta por 12 redes locais internacionais com 75 a 100 nós cada. Em vez de solicitar mais 11 IDs de rede, ser melhor utilizar a sub-rede para fazer um uso mais eficiente da ID 144.100 atribu¡da. O terceiro octeto do endereço IP poder ser utilizadocomo uma ID de sub-rede, para definir a máscara de sub-rede 55.255.255.0. Isso dividir o endereço de Classe B em 254 sub-redes; 144.100.1 até 144.100.254, cada uma delas com 254 nós. (As IDs de host 0 e 255 não deverão ser atribu¡das a um computador; elas são usadas como endereços de broadcast, em geral reconhecidas por todos os computadores). Qualquer um desses 254 endereços de rede poderá ser atribu¡do às redes locais internacionais nesse exemplo. Dentro de cada rede local, será atribuída uma única ID de host exclusiva, e todas terão a máscara de sub-rede 255.255.255.0. O exemplo anterior demosntrou um esquema de sub-rede simples (e comum) para endereços de Classe B. Eventualmente será necessário segmentar apenas parte de um octeto utilizando apenas alguns bits para especificar as IDs de sub-rede (como quando as sub-redes excedem 256 nós). Cada usuário dever verificar com o administrador de rede local para determinar a diretriz de sub-rede da rede e a máscara de sub-rede correta. Amáscara de sub-rede deverá ser a mesma para essa ID de rede em todos os sistemas da rede local.
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sábado, 21 de fevereiro de 2009
Kit Trojans
Alguns trojans abaixo para Download!
EliteKeylogger v1.0.zip 130.1 KB
Fearless KeySpy v2.0.zip 190.8 KB
FKWP v1.5.zip 22.0 KB
LogIT v1.0.rar 235.8 KB
LttLogger v1.0.rar 290.4 KB
LttLogger v2.0.rar 353.8 KB
PasswordLogger.zip 201.3 KB
Radar Spy v1.0.zip 596.2 KB
Recon v1.0.zip 50.5 KB
Recon v1.2.zip 56.9 KB
Recon v2.0.zip 281.1 KB
SC-KeyLog v2.24.exe 776.5 KB
SKL v0.1.zip
OBS: Não nos responsabilizamos por nada!
EliteKeylogger v1.0.zip 130.1 KB
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LttLogger v1.0.rar 290.4 KB
LttLogger v2.0.rar 353.8 KB
PasswordLogger.zip 201.3 KB
Radar Spy v1.0.zip 596.2 KB
Recon v1.0.zip 50.5 KB
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Recon v2.0.zip 281.1 KB
SC-KeyLog v2.24.exe 776.5 KB
SKL v0.1.zip
OBS: Não nos responsabilizamos por nada!
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Download
Apague o endereço de e-mail de um computador público
Muitos amantes da privacidade detestam que o endereço de e-mail utilizado para acessar o Messenger fique armazenado em um computador público, como os de cibercafés. Para evitar isso, siga os seguintes passos (depois de encerrar a seção do Messenger):
* Clique no botão Iniciar (do Windows) e em Executar;
* Digite no campo de texto "control userpasswords2" (sem aspas);
* Clique em OK. Vai aparecer a janela Contas de usuário;
* Selecione a aba Avançado;
* Clique em Gerenciar Senhas e selecione o endereço que você deseja remover do computador;
* Aperte o botão Remover e feche as janelas
* Clique no botão Iniciar (do Windows) e em Executar;
* Digite no campo de texto "control userpasswords2" (sem aspas);
* Clique em OK. Vai aparecer a janela Contas de usuário;
* Selecione a aba Avançado;
* Clique em Gerenciar Senhas e selecione o endereço que você deseja remover do computador;
* Aperte o botão Remover e feche as janelas
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Quem adicionou você à lista de contatos
Pode ocorrer de um usuário adicionar você à lista de contatos sem o seu conhecimento. Para ter mais controle, existe uma área do programa que revela esta lista. Vá em Ferramentas > Opções > Privacidade, e clique no botão Ver. Vai aparecer a relação de todas as pessoas que têm você em suas listas de contato
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Camuflar Keylogger
Click Botão Direito Em Cima da Pasta
Adicionar Para Arquivo,
Imagem
Mude o nome do Arquivo para .exe
Imagem
Click em Avançado
Imagem
Depois click em Opções SFX...
Imagem
Click em Executar Apos a Extração
Imagem
Depois Click em Metodos
Imagem
E Depois Click em Ocultar Tudo
Ignorar Arquivos Existentes
Imagem
Se você tiver algum icone pra colocar click
em
Texto e Icones e depois em preocurar,
Imagem
Adicionar Para Arquivo,
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Mude o nome do Arquivo para .exe
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Click em Avançado
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Depois click em Opções SFX...
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Click em Executar Apos a Extração
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Depois Click em Metodos
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E Depois Click em Ocultar Tudo
Ignorar Arquivos Existentes
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Se você tiver algum icone pra colocar click
em
Texto e Icones e depois em preocurar,
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20 Sites Que Oferecem Armazenamento de Arquivos Online
Os discos virtuais são muito úteis porque permitem que você tenha à disposição os seus arquivos a partir de qualquer computador ligado à internet.
Além disso, é ideal para fazer um backup de seus arquivos mais importantes. Nessa postagem, fiz uma compilação de vários sites que oferecem armazenamento virtual gratuito para diversos tipos de arquivo.
ShareOnAll - Faça o upload do arquivo desejado e armazene simultaneamente em vários sites (RapidShare, EasyShare, DepositFiles entre outros).
RapidShare - Sem limites de uploads e downloads, máximo de 100Mb por arquivo.
Zupload - Até 500Mb por arquivo, sem limite.
ADrive - Oferece 50Gb de espaço para os seus dados.
Megashares - 10Gb
File Dropper - 5Gb
The Link Up Aceita arquivos de até 2Gb cada.
4 Shared - Provavelmente o mais conhecido de todos, oferece 5Gb de espaço para armazenar todos os tipos de arquivos.
Orbit Files - 6Gb
XDrive - 5 Gb
Dino - 2 Gb
IDrive - 2Gb
Badongo
Boxstr - Outra boa opção também com 5Gb de espaço, cada arquivo deve ter até 75Mb. Possui um painel de controle que permite a criação de pastas para guardar os arquivos de modo mais organizado.
Drop Send - 1 Gb de espaço, requer um cadastro para começar a usar.
Box - 15 Gb de espaço em disco.
My Fabrik Interface agradável, 1Gb de espaço. Armazena os arquivos de forma pública ou privada.
Woo Files - Esse é uma das opções mais fáceis de usar, oferece 1Gb de espaço e ainda possui um painel que mostra o percentual já utilizado no armazenamento.
Send Space - Aceita uploads e downloads ilimitados de arquivos com até 300Mb cada e ainda fornece o link direto para acesso ao arquivo.
In.solit.us -
Além disso, é ideal para fazer um backup de seus arquivos mais importantes. Nessa postagem, fiz uma compilação de vários sites que oferecem armazenamento virtual gratuito para diversos tipos de arquivo.
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The Link Up Aceita arquivos de até 2Gb cada.
4 Shared - Provavelmente o mais conhecido de todos, oferece 5Gb de espaço para armazenar todos os tipos de arquivos.
Orbit Files - 6Gb
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Dino - 2 Gb
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Badongo
Boxstr - Outra boa opção também com 5Gb de espaço, cada arquivo deve ter até 75Mb. Possui um painel de controle que permite a criação de pastas para guardar os arquivos de modo mais organizado.
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Box - 15 Gb de espaço em disco.
My Fabrik Interface agradável, 1Gb de espaço. Armazena os arquivos de forma pública ou privada.
Woo Files - Esse é uma das opções mais fáceis de usar, oferece 1Gb de espaço e ainda possui um painel que mostra o percentual já utilizado no armazenamento.
Send Space - Aceita uploads e downloads ilimitados de arquivos com até 300Mb cada e ainda fornece o link direto para acesso ao arquivo.
In.solit.us -
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Como Criar Uma Versão Do Seu Site Para Celular Sem Complicações

Criar uma versão do seu site para dispositivos móveis não é difícil, de fato não terá que programa uma linha de código sequer. Essa é uma forma não só de aumentar a acessibilidade do seu site como também de obter um diferencial junto aos seus visitantes/usuários.
Tudo que você precisa fazer é registrar-se no site MoFuse, preencher um formulário e o seu site móvel está pronto! Mais fácil impossível.
Com este aplicativo gratuito você ainda poderá fazer algumas customizações da aparência do seu site mas se você quiser ter acesso a todas as opções, pagará uma taxa mensal de 3 dólares.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
A Vida Mística e Oculta de Jesus(livro parte1)
História/Religião
A VIDA OCULTA E MÍSTICA DE
JESUS
AS CHAVES SECRETAS DO CRISTO
Desde as mais remotas eras, o homem traz dentro de si um sentimento
de fé em uma força cósmica, denominada por muitos como Deus. Alá, Baco, Be-il,
Jeová, Mitra, Rá e Tupã são alguns dos nomes sob os quais Ele foi apresentado aos
Seus fiéis. No decorrer das eras, começaram a surgir certas divergências no modo
de encarar e cultuar esse Deus e Seus atributos, resultando em cismas iniciados por
Irshu, na Índia, há mais de 5 mil anos, que acabaram por dividir esses cultos em
tantos outros cultos ou seitas, chegando ao ponto de se odiarem e de
comercializarem a Fé em nome desse Ser Supremo.
Três mil e duzentos anos depois desse cisma inicial, nascia em Belém
uma criança, cujas escrituras pareciam referir-se a ela. Seu nome era Jesus, nome
este cuja origem possivelmente tenha sido imposta por uma sólida tradição, de
acordo com pesquisas feitas por A. Leterre. O autor pretende provar, ainda, que o
culto criado a Jesus Cristo não passa de um culto político romano, mercador de Fé e
defensor de interesses particulares, e que a religião que ele pregou é bem diferente
do Cristianismo que conhecemos, o qual é confundido com Catolicismo. Além do
que, mostrará o desacordo que há entre a profecia do nome Emanuel, que deveriam
dar ao Messias, e o nome de Jesus, que lhe deram.
"Todas as religiões colocaram Deus no Infinito, acima da compreensão e
da discussão. O Cristianismo fez baixar Deus à Terra, o Catolicismo encarna esse
Deus no Papa." (J. Simon) Eis uma obra histórica, comparativa e científica.
MADRAS
3
Discorrendo a respeito dos
assuntos polêmicos abordados em A
Vida Oculta e Mística de Jesus —As
Chaves Secretas do Cristo, religião e
fatos históricos, ressalta o autor E.
Leterre: "Estamos, porém, certos de
que nenhum escritor brasileiro tratou
desse assunto de modo que o
fazemos, baseado na própria Lei do
Verbo, desconhecida entre nós e nos
livros sacros de vários povos. Alguns
dos nossos escritores, dos mais
notáveis, cheios de competência
literária, que nos falta, abordaram o
assunto, uns pelo lado político-social,
outros pelo lado filosófico-social,
outros, ainda, pelo lado partidário.
Nós, porém, enfrentamos a questão da
religiosidade do mundo pelo seu lado
histórico, comparativo e científico, afim
de lhe sondar a origem, acompanhar
sua evolução, assistir à sua
perseguição, ao seu embaralhamento,
MADRAS
às cisões que daí resultou, ao
amalgamento de uma com as outras,
ao surto de algumas e ao
desaparecimento de outras, sem,
contudo, desenvolver a matéria que,
por sua natureza, como é fácil de
supor-se, levaria longe e, finalmente,
descobrir onde está o erro e
apresentá-lo à meditação dos
estudiosos... Nosso desejo é, pelo
menos, despertar a curiosidade de
procurarem a Verdade". A Vida Oculta
e Mística de Jesus —As Chaves
Secretas do Cristo apresenta ao leitor
moderno uma oportunidade única,
antes restrita a poucos eruditos,
estudiosos e colecionadores, de entrar
em contato com o pensamento e a
obra de A. Leterre, pesquisador arguto
de assuntos ligados à religião.
MADRAS
1
Ó 2004, Madras Editora Ltda.
Editor:
Wagner Veneziani Costa
Diagramação:
Eight Point Comunicação Ltda.
R. Desembargador Guimarães, 119 - Perdizes – São Paulo/SP
Tel./Fax: (011) 3865-4252
Produção da Capa:
Equipe Técnica Madras
Revisão:
Vera Lúcia Quintanilha
Mônica Rodrigues de Lima
Wilson Ryoji
DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP)
(CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO, SP, BRASIL)
Leterre, A.
Jesus e sua doutrina: a distinção entre cristianismo e catolicismo: um estudo que remonta há mais de
8.600 anos/A. Leterre. — São Paulo: Madras, 2004.
"Ilustrado com gravuras, algumas raríssimas e outras originais de mestres consagrados, e vários
desenhos explicativos do autor"
Bibliografia.
ISBN 85-7374-867-2
1. Cristianismo - Origem 2. Igreja - História 3. Igreja Católica 4. Jesus Cristo - Ensinamentos I. Título.
04-5407 CDD-209
Índices para catálogo sistemático:
1. Cristianismo e catolicismo: Religião: História 209
Proibida a reprodução total ou parcial desta obra, de qualquer forma ou por qualquer
meio eletrônico, mecânico, inclusive por meio de processos xerográficos, incluindo
ainda o uso da internet, sem a permissão expressa da Madras Editora, na pessoa de
seu editor (Lei nº 9.610, de 19.02.98).
Todos os direitos desta edição reservados pela
MADRAS EDITORA LTDA.
Rua: Paulo Gonçalves, 88 — Santana
CEP: 02403-020 — São Paulo/SP
Caixa Postal: 12299 — CEP 02013-970 — SP
Tel.: (0_11) 6959-1127 —Fax: (0_11) 6959-3090
www.madras.com.br
2
“Minha doutrina
Não é minha; mas daquele
Que me enviou.”
(João VII, 16)
Atenção!
Nota do Editor: O Título original desta obra é Jesus e Sua Doutrina, mas,
por considerarmos que o seu conteúdo é muito mais abrangente, optamos por editálo
sob o título de capa como: O Lado Oculto da Doutrina de Jesus – Chaves
Secretas do Cristianismo.
3
Figura 1
O Arqueômetro
Aparelho de precisão
Revelador da proto-síntese da humanidade e
Das ciências antigas, presentes e futuras
4
Prefácio
Graças ao esforço da Madras Editora, na figura de seu editor, Wagner
Veneziani Costa, teremos a partir de agora a oportunidade, restrita a alguns poucos
colecionadores, eruditos e estudiosos das religiões, de entrar em contato com o
pensamento de A. Leterre. Pesquisador perspicaz, traz-nos em Jesus e sua Doutrina
aspectos revolucionários no que se refere ao Catolicismo. Este livro foi publicado
pela primeira vez em 1934 e é obediente, portanto, ao perfil daquela época. No
entanto, apresenta questões que ainda hoje podem ser consideradas inovadoras
sob o ponto de vista das religiões.
Busca em suas fontes a origem e o porquê do nome JESUS, advindo de
um sólido conhecimento iniciático. Revisita as antigas tradições das virgens que
concebem, sacerdotisas que tinham como missão trazer à vida terrena os grandes
condutores da humanidade. Traz à luz a ascendência dos ritos católicos, assimilados
de outros sistemas religiosos, e procura, sem ferir a fé de quem quer que seja,
mostrar que a religião católica não é aquela pregada por Jesus, mas que é um culto
político romano, do qual surgiram inúmeros outros. Trata também de temas
polêmicos relativos aos dogmas do Catolicismo com a coragem de quem ousa
perguntar; fala do pecado original e de como foi adaptado por Moisés; da
constituição da Santíssima Trindade, da existência do Diabo, do Céu, do purgatório
e do Inferno.
Faz também, e talvez seja este o máximo valor deste livro, uma
explanação da obra de Saint-Yves D'Alveydre, especialmente de O Arqueômetro,
livro dedicado à síntese do conhecimento humano. Pouco divulgado até hoje, por ser
5
raro, com um número reduzido de exemplares publicados até então, O Arqueômetro
foi lançado pela primeira vez no Brasil em 2004, por esta Editora.
Diamantino F. Trindade
Laís dos S. P. Trindade
6
ÍNDICE
Introdução ...................................................................................................................9
Gênese das Religiões..............................................................................................9
Início dos Cismas ..................................................................................................21
Personalidade de Jesus.........................................................................................22
Explanação................................................................................................................26
A Verdade..............................................................................................................26
A Fé .......................................................................................................................32
O Arqueômetro ......................................................................................................38
Ciências Ocultas....................................................................................................48
Trinitarismo............................................................................................................56
Dilúvio....................................................................................................................60
Babilônia................................................................................................................69
O nome de Jesus e sua religião ............................................................................71
Os Dez Mandamentos ...........................................................................................77
Fontes Mosaicas....................................................................................................83
Verdades Sensíveis e Inteligíveis ..........................................................................90
Filiação de Moisés .................................................................................................95
Ordem de Melquisedeque....................................................................................101
Maria e seu filho Jesus ........................................................................................106
Virgindade de Maria.............................................................................................109
Virgens que Concebem .......................................................................................119
Predição da Vinda do Messias ............................................................................126
Divindade de Jesus .............................................................................................142
Filho de Deus.......................................................................................................149
Religião e Culto ...................................................................................................168
Antagonismo entre Cristianismo e Catolicismo....................................................172
O Plágio Católico .................................................................................................182
Doutrina de Jesus................................................................................................194
Luta entre Pedro e Paulo.....................................................................................215
Os Evangelhos ....................................................................................................228
Incoerências e Contradições dos Evangelhos.....................................................240
Mais analogias.....................................................................................................257
Milagres ...............................................................................................................260
Adão e Eva ..........................................................................................................267
Pecado Original ...................................................................................................274
Batismo................................................................................................................285
Céu, Purgatório, Inferno ......................................................................................294
O Diabo................................................................................................................302
Livre Arbítrio ........................................................................................................308
Reencarnação .....................................................................................................312
Pluralidade dos Mundos ......................................................................................319
Ressurreição........................................................................................................325
Templos...............................................................................................................338
Identidade de Religiões .......................................................................................341
Intolerância ..........................................................................................................348
Ódio Católico .......................................................................................................353
7
Judeu-Cristianismo-Búdico..................................................................................361
Elucidações.............................................................................................................371
Missa ...................................................................................................................394
Vós Também sois Deuses...................................................................................403
Filiações Templárias............................................................................................406
Filho de Deus— Filho do Homem — Filho da Mulher..........................................416
Reinado de Deus .................................................................................................425
Corrupções das Traduções..................................................................................427
Dorismo e Ionismo...............................................................................................436
Conseqüências do Cisma de Irshu......................................................................439
Lei do Verbo ........................................................................................................446
Primitivo Alfabeto.................................................................................................466
Pirâmide e Esfinge...............................................................................................485
Astrologia – Cosmogonia - Mitologia ...................................................................499
Apocalipse de João e Outros...............................................................................512
O Arqueômetro e as Artes ...................................................................................539
Conclusões..............................................................................................................544
Sinarquia..............................................................................................................544
Papa Rei ..............................................................................................................560
Infalibilidade do Papa ..........................................................................................583
O Anti-Cristo ........................................................................................................601
Celibato do Padre................................................................................................605
Jesuitismo e sua Moral ........................................................................................610
Ensino Religioso ..................................................................................................652
Casa de Orates....................................................................................................669
Queda do Romanismo.........................................................................................673
Catolicismo Pagão...............................................................................................685
Preces..................................................................................................................692
Os Cismas e as Exegeses...................................................................................697
Apelo aos estudiosos...........................................................................................708
Fim do mundo......................................................................................................711
Os Cultos dos Deuses dos heróis, dos Mártires, das Relíquias dos Santos .......716
Os Dogmas..........................................................................................................737
As Origens do Dogma da Trindade .....................................................................750
Alicerces do Catolicismo......................................................................................775
Basta de cabotinismo ..........................................................................................820
Adendos ..................................................................................................................823
Mistificação..........................................................................................................823
Falsificações........................................................................................................827
Referências Bíblicas ............................................................................................831
Êxodo ..................................................................................................................835
Ezequiel ...............................................................................................................836
Reis .....................................................................................................................837
Fontes de Consulta .................................................................................................843
8
ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 1 .......................................................................................................................3
Figura 2 .....................................................................................................................45
Figura 3 .....................................................................................................................48
Figura 4 .....................................................................................................................63
Figura 5 .....................................................................................................................91
Figura 6 ...................................................................................................................128
Figura 7 ...................................................................................................................269
Figura 8 ...................................................................................................................377
Figura 9 ...................................................................................................................387
Figura 10 .................................................................................................................467
Figura 11 .................................................................................................................469
Figura 12 .................................................................................................................472
Figura 13 .................................................................................................................486
Figura 14 .................................................................................................................486
Figura 15 .................................................................................................................489
Figura 16 .................................................................................................................489
Figura 17 .................................................................................................................490
Figura 18 .................................................................................................................496
Figura 19 .................................................................................................................498
Figura 20 .................................................................................................................500
Figura 21 .................................................................................................................501
Figura 22 .................................................................................................................508
Figura 23 .................................................................................................................627
Figura 24 .................................................................................................................824
Figura 25 .................................................................................................................833
Figura 26 .................................................................................................................833
Figura 27 .................................................................................................................838
Figura 28 .................................................................................................................838
Figura 29 .................................................................................................................839
ÍNDICE DE QUADROS
Quadro 1 .................................................................................................................177
Quadro 2 .................................................................................................................178
ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 1 ....................................................................................................................72
Tabela 2 ....................................................................................................................80
9
Introdução
Gênese das Religiões
Admitamos por um momento que nosso benévolo leitor, seja ele de que
culto ou crença for, tivesse de fazer, como missionário, uma grande excursão pelos
sertões de Mato Grosso.
Chegado a um ponto das ínvias selvas, depara-se com uma tribo de
selvagens ocupada em render preito e homenagem a uma entidade abstrata, que
ela reconhece como Superior e como Criadora de tudo quanto à cerca.
Essa entidade, ou anteriormente esse Deus, é representada por um
boneco de barro exoticamente fabricado ou por um tronco de árvore cercado por
enormes fogueiras, como as piras dos antigos templos, em volta das quais os
silvícolas executam uma frenética dança ao som de flautas de bambu, acompanhada
de estridentes berros a guisa de hinos maviosos.
Que fará nosso missionário?
Certamente procurará, com tempo e jeito, convencê-los de que laboram
em erro e de que o verdadeiro Deus é aquele que ele mesmo adora, seja Jeová, Alá,
Buda ou o Cristo do Calvário.
É possível que, convencidos de que o estúpido boneco nada represente,
eles passem a adotar o símbolo do nosso incansável missionário.
Admitamos, porém, que outros missionários, de credos diferentes,
venham também a passar por ali, sucessivamente, com intervalos assaz suficientes
para dar tempo a que a nova crença se enraíze em seus pobres cérebros.
Que sucederá?
10
Sucederá que, ao cabo de alguns anos, digamos mesmo, de alguns
séculos, essa tribo terá mudado várias vezes o modo de compreender esse Deus.
Mas não se segue daí que toda a tribo, sem exceção de uma só alma,
tenha permanecido fiel a cada crença que foi sucedida, e isso com unânime
aprovação.
E indubitável, dada a diversidade de mentalidades, que tenham surgido
certas divergências no modo de encarar esse Deus e seus atributos, ou mesmo mo
na maneira de cultuá-lo nas sucessivas crenças, resultando dali, então, as exegeses
e os cismas que acabaram por dividir esses cultos em outros tantos cultos ou seitas
contrários e inimigos, a ponto de se odiarem de morte.
É exatamente o resultado verificado hoje na face desse pobre giroscópio.
Os primitivos povoadores da Terra sentiram que tudo quanto viam devia
ser o produto de uma força superior e inteligente e começaram, então, na opinião de
alguns historiadores, a simbolizar essa força, já com um disco representando o Sol,
como fonte da vida material1, já com um tronco de árvore, de onde foram surgindo
os esteios da cabana que se transformaram em colunas do Templo etc.2
Pela observação e pelo estudo da natureza, movidos pelas necessidades
vitais, as indústrias foram sendo criadas, as artes nasceram, a ciência se
manifestou, até se condensar em Academia.
Foi então que a Religião fora revelada aos mais puros, nascendo dali o
Templo, pois a Religião é o suspiro do homem, cuja resposta vem do céu e não da
Terra.
Que tivesse havido esta Revelação, está isso sobejamente confirmado
por todas as religiões do mundo.
1 De onde a dinastia solar de Atlântida, do México, do Peru, etc., que se passou para a Etiópia,
surgindo mais tarde na Céltica e nas índias a Dinastia lunar.
2 La langue sacreé. Larbre de Ia Science. — Soldi Colbert de Beaulieu.
11
Dupuis3 não crê na revelação, pois, segundo ele, só a razão humana é
que tudo definiu; mas ele não reflete que essa Razão, que não é criação do homem,
mas sim da Razão Suprema, que lhe deu em igualdade de grau para raciocinar e
tirar conclusões justas e força de comparações, estudos e experiências, é que
constitui, de fato, a Revelação Divina, seja por inspiração ou suposto acaso.
No Manavadarma foi a Krishna; nos Vedas, a Buda; no Zenda-Avesta4, a
Zoroastro; nos livros Herméticos, a Hermes; nos Kings, da China, a Fo-Hi, a Lao-
Tsé, a Confúcio; no Pentateuco, a Moisés; no Alcorão, a Maomé; no Livro de Jó, ao
Pontífice Jó; nos Evangelhos, a Jesus. Todos eles afirmam terem recebido a
verdade, de Deus mesmo, como a expressão dos seus divinos decretos.
Confúcio, príncipe regente, repudiou tudo para dedicar-se ao sacerdócio,
quando, aos 50 anos, recebia essa revelação.
Daí a razão de ser a Religião a Síntese da Ciência e não o contrário, o
que seria absurdo.
Charles Norman5, sábio astrônomo do Observatório de Paris, sintetiza
admiravelmente essa Revelação em poucas palavras:
"Na verdade, parece que nada manifesta a presença
mística do divino, tanto quanto esta eterna e inflexível harmonia
que liga aos fenômenos expressos por leis científicas”.
“A ciência que nos mostra o vasto Universo,
concreto, coerente, harmônico, misteriosamente unido,
organizado como uma vasta e muda sinfonia, dominada pela lei
3 Origine De tons les cultes — Tom. VII — 1835.
4 Zenda significa Revelação; Avesta significa Tradição.
5 Einstein e o Universo, pág. 190.
12
e não por vontades particulares, a ciência, em suma, não será
uma revelação?".
É certo, e isso não pode sofrer a mais leve refutação, que a crença
monoteísta, isto é, a de um só Deus Criador e Todo-Poderoso existiu desde uma
Antigüidade pré-histórica e descrita nos livros anteriormente citados, sendo de notar
que os Sastras6 são anteriores de 1500 anos aos Vedas que, por sua vez, têm mais
de 6 mil anos.
Nos Vedas lê-se o seguinte:
"Deus é aquele que sempre foi; Ele criou tudo
quanto existe; uma esfera perfeita, sem começo nem fim é sua
fraca imagem. Deus anima e governa toda a criação pela
providência geral dos seus Princípios invariáveis e eternos.
Não sonde a natureza da existência daquele que sempre foi;
esta pesquisa é vã e criminosa. Basta que, dia a dia, noite a
noite, suas obras manifestem sua sabedoria, seu poder e sua
misericórdia. Trata de tirar proveito disso".
O rei da Babilônia, Nabucodonosor, orava do seguinte modo: "Criador por
ti, senhor, eu te abençôo, tu me deste o poder de reinar sobre os povos segundo tua
bondade. Constitui, pois, teu Reinado; impõe a todos os homens a adoração do teu
nome. Senhor dos povos, ouve minhas preces. Que todas as raças terrestres
venham às Portas de Deus" (Babilu = Babilônia).
6 Livros Sacros da Índia.
13
Nos antigos livros da China (nos Kings) encontra-se o seguinte, transcrito
pelo imperador Kang-ki e compilado por du Halde, p. 41, da edição de Amsterdã:
"Ele não teve começo nem terá fim. Ele produziu
todas as coisas desde o começo; Ele é quem governa como
verdadeiro Senhor; Ele é infinitamente bom e infinitamente
justo; Ele ilumina, sustenta e regula tudo com suprema
autoridade e soberana justiça".
"Se olharmos os olhos negros dos chineses, diz Max
Müller, acharemos que ali também há uma alma que
corresponde a de outras almas, e que o Deus que ele tem em
mente é o mesmo que nos empolga o espírito, apesar do
embaraço da sua linguagem religiosa".
Os druidas7 diziam que Deus é por demais incomensurável para ser
representado por imagens fabricadas por mãos de homens, e que seu culto não
pode ser prestado entre as muralhas de um templo; mas, sim, no santuário da
natureza sob a ramagem das árvores ou nas margens do vasto oceano.
Para os druidas, o símbolo da Vida e da Luz era representado pelo termo
ESUS8.
Há neste termo uma curiosa aparência de analogia com o nome que
pretendemos estudar neste ensaio.
O Deus dos druidas era Be-il, de onde o Ba-al da Caldéia, ao qual
juntaram Teutalés, similar de Thot-Hermes do Egito.
7 Que significa Sábios, eram os sacerdotes dos Celtas, povos que existiram muito antes de ser
conhecida a índia, por serem, ao que se supõe, remanescentes da Atlântida.
8 Léon Denis — Le génie celtique et le monde invisible.
14
Foi São Judicael quem no século VII aboliu o Druidismo que ainda existia
confinado nas florestas da Brocelianda.
No Tibete, segundo o padre Huc9, os Lamas dizem que:
"Buda é o ser necessário, independente, princípio e
fim de tudo. É o Verbo, a Palavra. A Terra, os astros, os
homens e tudo quanto existe são uma manifestação parcial e
temporária de Buda. Tudo foi criado por Buda, no sentido de
tudo vir dele como a luz vem do Sol. Todos os seres emanados
de Buda tiveram um começo e terão um fim; mas, assim como
eles saíram necessariamente da Essência Universal, eles terão
de ser reintegrados. É como os rios e as cachoeiras produzidos
pelas águas do mar que, após um percurso mais ou menos
longo, vão novamente perder-se na sua imensidade. Assim,
Buda é eterno; suas manifestações também são eternas".
Lê-se no Livro dos Mortos do Antigo Egito*:
"Eu sou aquele que existia no Nada; eu sou o que
cria; eu sou aquele que se criara por si próprio. Eu sou ontem e
conheço amanhã, sempre e nunca".
9 Dans le Thibet.
* N. do E.: Lançado no Brasil pela Madras Editora.
15
O templo de Sais, antiga cidade do Baixo Egito, trazia gravado em seu
frontispício: "Eu sou tudo que foi, que é e que será, e nenhum mortal jamais levantou
o véu que me encobre". Era o "Deus Desconhecido".
No México, em 1431, o rei Netzahualcóyotl que, quando criança, havia
escapado milagrosamente da degolação dos filhos machos, como sucedeu a
Moisés, a Jesus e a outros reformadores, conforme veremos mais adiante, mandou
construir templos, sendo o mais belo dedicado ao "Deus Desconhecido". Dizia ele
que os ídolos de pedra e de madeira, se não podem ouvir nem sentir, ainda menos
poderiam criar o céu, a Terra e os homens, os quais devem ser obra de um Deus
Desconhecido, todo-poderoso, em quem confiava para sua salvação e seu auxílio.
Esse Deus Desconhecido do México deve ser o mesmo Deus
Desconhecido que Paulo encontrou em Atenas, conforme se vê em Atos XVI, 23.
O Ser Supremo dos Astecas era denominado Teotl; era impessoal e
impersonificável; dele dependia a existência humana. Era a divindade de absoluta
perfeição e pureza em quem se encontra defesa segura.
Nos Livros de Hermes, escritos há mais de 6 mil anos, encontra-se o
seguinte diálogo tido com Thoth, que bem define o espírito moral e intelectual
daquelas eras:
"É difícil ao pensamento conceber Deus e à língua
de exprimi-lo. Não se pode descrever uma coisa imaterial por
meios materiais; o que é eterno não se alia, senão dificilmente,
ao que está sujeito ao tempo. Um passa, outro existe sempre.
Um é uma percepção do espírito, e outro uma realidade. O que
pode ser concebido pelos olhos e pelos sentidos como os
16
corpos visíveis pode ser traduzido pela linguagem; o que é
incorpóreo, invisível, imaterial, sem forma, não pode ser
conhecido pelos nossos sentidos. Compreendo, pois, Thoth,
que Deus é inefável".
Nos mesmos livros lê-se, também, o seguinte:
"Desconhecendo nossas ciências e nossa
civilização, as gerações futuras dirão que adoramos astros,
planetas e animais, quando, de fato, adoramos um só Deus
Criador e Onipotente".
Na antiga Pérsia, Zoroastro chamava-o de Mitra, o Deus Criador, sendo
Orzmud, o Pai.
No Egito era Osíris.
Na Fenícia era Adônis.
Na Arábia era Bacq.
Na Frígia era Athis.
Moisés denominou-o de Jeová, por assim lhe ter declarado o próprio
Deus.
Maomé adora-o sob o nome de Alá.
Orfeu, o criador da Mitologia grega, considerado por isso, pelos católicos,
como o chefe do paganismo, assim se exprime, segundo Justino, o Mártir, em sua
obra Órfica: "Tendo olhado o Logos divino, assenta-te perto dele, dirigindo o esquife
inteligente do teu coração e galga bem o caminho e considera somente o Rei do
17
Mundo. Ele é único, nascido de si mesmo, e tudo vem de um só Ser". E, como
veremos mais adiante, Orfeu conhecia a trindade divina.
Na obra de Apuleio, Metamorfoses, XI, 4, escrita no século II da nossa
era, Ísis, a deusa egípcia, declara que ela é a própria natureza divinizada.
Diz ela:
"Eu sou a Natureza, mãe das coisas, senhora de
todos os elementos, origem c princípio dos séculos, suprema
divindade, rainha dos Manes, primeira entre os habitantes do
céu, tipo uniforme dos deuses e das deusas. Sou eu cuja
vontade governa os cimos luminosos do céu, as brisas salubres
do oceano, o silêncio lúgubre dos infernos10, potência única,
sou pelo Universo inteiro adorada sob várias formas, em
diversas cerimônias, com 1.000 nomes diferentes”.
“Os Frígios, primeiros habitantes da Terra, me
chamam de Deusa — mãe de Pessinonte; os Atenienses
autóctones me nomeiam Minerva, a Cecropana; entre os
habitantes da ilha de Chipre, sou Vênus de Pafos; entre os
Cretenses, armador de arco, sou Diana Dichina; entre os
Sicilianos que falam três línguas, sou Prosérpina, a utigiana;
entre os habitantes de Elêusis, a antiga Ceres, uns me
chamam Juno, outros Belone, aqui Hécate, acolá a deusa de
Ramonte. Mas, aqueles que foram os primeiros iluminados
pelos raios do Sol nascente, os povos Etiópicos, Arianos e
10 Subentende se o interior da terra.
18
Egípcios, poderosos pelo antigo saber, estes, sós, me rendem
um verdadeiro culto e me chamam, pelo meu verdadeiro nome:
a rainha Ísis11".
Todos os milhares de tribos da África, tanto as do litoral como as das
regiões centrais, algumas de difícil contato entre si e ainda menos com o europeu,
adoram um Deus Supremo Criador, Onisciente, Misericordioso e sumamente bom,
por isso nunca faz mal à sua criatura, razão pela qual não lhe prestam nenhum culto,
nem lhe dirigem preces, nem procedem a sacrifícios de animais em holocausto.
Todos os fenômenos da natureza, como chuvas, raios, tremores de terra,
vulcões, doenças e mortes, são obras de maus espíritos dos seus antepassados que
perseguem os vivos. A esses é que eles rendem culto, como fazem os chineses com
o Culto aos antepassados; a esses maus espíritos é que eles dirigem suas orações
e sacrifícios, a fim de aplacá-los ou praticando rituais excessivamente barulhentos
para afugentá-los. Essa crença é encontrada, igualmente, entre nossos silvícolas, se
bem que a raça seja diferente.
Tudo isso concorre para corroborar as Teses da Revelação e da
Universalidade da Religião, bem como a de um ou mais cataclismas que teriam
dividido as raças espalhando-as por vários continentes, de onde surgiram os cismas
e os milhares de cultos.
"Para definir Deus seria preciso empregar uma
língua cujas palavras não pudessem ser aplicáveis às criaturas
terrenas12".
11 As palavras que destacamos se relacionam, como veremos, com o ciclo de Rama.
12 J. Simon
19
Tal crença em um só Deus Onipotente, em suma, com todos os
predicados do catolicismo, existe desde uma inconcebível Antigüidade, e chegou a
alcançar em sua pureza a era de 3200 anos antes de Jesus Cristo, ou seja, hoje, há
mais de 5.200 anos.
Os europeus, entretanto, apenas saídos do lodaçal da barbárie, julgaramse
com o direito de se erigirem como censores da Antigüidade, considerando os
homens que ilustraram aqueles tempos como doidos, impostores, ignorantes, ateus,
fanáticos e hereges!
No entanto, à geração moderna ocidental se podem aplicar esses
epítetos, anarquizada como ficou pelas divisões e subdivisões do Cristianismo, do
qual surgiu o mais intolerante culto que a Terra jamais viu: o Catolicismo.
Os povos da Antigüidade, como ainda hoje os da Índia, do Egito, da
China, eram e são profundamente religiosos, e seus atos foram e são pautados por
uma incomparável moral.
Não é, pois, possível, tachar-se esses homens ou esses povos de
bárbaros, pagãos, ateus ou idolatras sem confessar má-fé ou falta de erudição e,
portanto, incompetência para a crítica científica e histórica; e, se fanático possa
haver, é decerto aquele que o fizer.
Diz Max Müller13:
"Há pessoas que, por pura ignorância das antigas
religiões da humanidade, adotaram uma doutrina, menos
Cristã, certamente, que todas as que se encontram nas
13 La Science de La religion
20
religiões antigas. Essa doutrina consiste em considerar todos
os povos da Terra, antes do advento do Cristianismo, como
ateus e condenados pelo Pai Celeste, que eles não
conheceram, e, portanto, sem esperança de Salvação!"
A única base teológica propriamente dita da Teologia Cristã reside nos
primeiros versículos de João que são copiados da Teologia paga.
As idéias dos cristãos são as de Platão, o qual, por seu turno, as bebeu
nas filosofias antigas do Egito, de Orfeu, Pitágoras etc.
Santo Agostinho, doutor da Igreja Católica, reconhece que se encontram
em todos os povos do mundo as mesmas idéias que tinham os cristãos sobre Deus,
sejam eles platônicos, pitagóricos, atlantas, líbios, egípcios, indianos, persas,
caldaicos, scytas, gauleses, espanhóis etc.; todos possuíam os mesmos princípios
teológicos e dividiam igualmente a divindade em três partes. Ele reconhecia que os
princípios de Platão e os de Moisés são idênticos, por terem ambos estudado no
Egito, nas obras de Hermes Trismegisto.
Todas as filosofias, maliciosamente chamadas pagas pelo Catolicismo,
nada mais eram do que ficções, relacionando-se com a Ordem do Mundo, como
afirmam Santo Atanásio, Santo Agostinho, o arqueólogo romano Varron, tão
minucioso em suas descrições, e muitos outros.
Os próprios materialistas modernos, para citar só dois, Brasset e le
Dantec, que se combatem sobre os limites da biologia, curvam-se involuntariamente
em reconhecer um Criador supremo de todas as coisas.
O padre F. Vigouroux14 assim se exprime:
14 Lês Livres Saints
21
"Os primeiros homens foram monoteístas e seus
descendentes, em vez de progredirem na religião, decaíram, ao
contrário, pouco a pouco, até o advento do Cristianismo".
Já os salmos diziam:
"Que não haja Deus, só louco ou homem de espírito
de pequena estatura é que o pode dizer".
Descartes exclamava:
"Sinto-me imperfeito, logo tenho a idéia da perfeição,
e essa idéia não me pode vir senão de um ser perfeito, logo o
ser perfeito, ou Deus, existe".
Início dos Cismas
Dali para cá é que começaram a desenvolver os cismas, iniciados por
Irshu, na Índia, há 5.600 anos, divisões essas que deram lugar à existência de
incalculável número de seitas que infestam o mundo, cada qual com um culto mais
exótico do que outro, seitas que, infelizmente, ainda perduram no Oriente, na África,
na Oceania e nas três Américas, se bem que todas reconheçam e adorem a seu
modo e com nome diferente um Deus Onipresente e Misericordioso, o que prova
haver nelas um resto da primitiva Revelação.
22
Três mil e duzentos anos depois desse cisma, isto é, mais de dois mil
anos hoje, nascia em Belém uma criança, cujas escrituras pareciam referir-se a ela,
como veremos mais adiante.
Personalidade de Jesus
O menino cresceu, sofreu e morreu crucificado, após ter procurado
restituir à humanidade anarquizada naquela época a Revelação dada aos Patriarcas
que, como veremos neste pequeno ensaio, era a religião que Ele próprio ensinou.
Visto que Ele não cessava de repetir que sua doutrina não era dele, mas Daquele
que o enviara.
Ele acrescentava que não vinha trazer a paz à Terra, mas sim a espada15,
e que "sua casa seria dividida e subdividida em vários cultos e seitas".
Por isso é que, do culto que posteriormente criaram a Jesus, inúmeros
cultos têm surgido em completo antagonismo, confirmando o que anteriormente
dissemos; mas, dentre eles, nenhum como o Católico procura impor a Fé às
consciências de um modo tão singularmente contrário à própria Religião por meio
das armas, da fogueira ou da escravização da alma pelo terror de penas eternas,
que aberram da inefável misericórdia de Deus, resultando daí as repulsas, as
represálias e as chamadas "guerras de religião" que tanto enlutaram e continuam
enlutando a humanidade, como se verifica presentemente no México e na Irlanda.
"Todas as religiões colocaram Deus no Infinito,
acima da compreensão e da discussão. O Cristianismo fez
15 Mateus X, 34 — Esta tradução deve estar errada, pois colide com todo o ensino de Jesus que é
exatamente o contrário. Ele vinha pregar o Reinado da Paz, a não ser que profetizasse as cisões, as
exegeses, jesuitismo, romanismo etc. — A Pedro ele disse: "Embainha mu espada; quem com ferro
fere, com ferro será ferido".
23
baixar Deus à Terra, o Catolicismo encarna esse Deus no
Papa16!"
No entanto, nosso fim não é discutir a política internacional em um tão
despretensioso rascunho.
Acudiu-nos à mente estudar a origem do nome de Jesus e qual era sua
religião, pela leitura de La Vie Cachée de Jesus, do erudito professor da Sorbonne,
Charles Guignebert, que trata no cap. I, § 1°, do "Nome de Jesus, seu sentido, sua
escolha por Deus e sobre a possibilidade de ser ele histórico".
Diz ele:
“Não seria que uma sólida tradição tivesse
imposto o nome de Jesus? (O destaque é nosso) "Não me
iludo com a fraqueza do argumento, pois esta redação poderia
repousar sobre uma lenda ou uma interpretação arbitrária
anterior ao redator de Mateus. Não pretendo, tampouco, que
uma interrogação seja uma prova ou que a possibilidade de
uma coincidência estabeleça essa certeza; é por isso que não
estarei longe de considerar, como uma possibilidade, que esse
nome de Jesus tivesse sido verdadeiramente um título de
Cristo, correspondente à sua função divina, que lhe teria sido
atribuído por seus primeiros adeptos e que teria apagado seu
nome de homem, como sua divindade fez da sua humanidade".
16 J. Simon
24
Por aí se vê a aridez do assunto e a incerteza em que cultivam os mais
eruditos escritores.
Nessa interrogação sente-se que esse autor era tocado pela inspiração
divina; mas, deixando-se levar pelas suas aspirações terrestres, ele mesmo cerra a
porta pela qual poderia penetrar no caminho das pesquisas científicas.
É verdade que, na ocasião em que sua obra veio à luz (1914), O
Arqueômetro, do Marquês Saint-Yves D'Alveydre, acabava de aparecer, mas em
muito diminuto número de exemplares (200, se tanto), e é natural que não lhe
tivesse chegado ao conhecimento o extraordinário valor científico dessa obra, e,
mesmo que assim tivesse sido, era muito escasso o tempo para estudá-la a fundo.
É possível que hoje esse autor já tenha outras noções a respeito da "Vida
oculta de Jesus", e saiba, como o leitor vai saber, que a origem deste nome foi, de
fato, imposta por uma sólida tradição.
Não pretendemos arrancar a crença de ninguém; respeitamos o livre -
arbítrio e a responsabilidade espiritual de cada um. Mas pretendemos provar que o
Catolicismo não é religião e ainda menos a de Jesus, porém, que é um culto político
romano, e que a religião que o Cristo pregou é bem diferente do Cristianismo
Pauliniano e do moderno. Provaremos também o desacordo que há entre a profecia
do nome Emanuel que deviam dar ao Messias, e o nome de Jesus que lhe deram.
Não faremos como o filósofo de Júlio Huré que “fechava os olhos, soprava
sobre as estrelas e dizia ao seu contendor: ‘Vede, estão apagadas, não brilham
mais; crede no que vos digo' ".
Faremos como diziam os poetas védicos: "Nossos pensamentos são
obscuros. Oremos, isto é, pesquisemos".
25
Por isso pedimos, somente, que guardem este pequeno folheto para uma
ocasião mais oportuna, se após uma primeira leitura acharem o assunto um tanto
árido e complexo.
Não o deite fora porque é possível que um dia, tocado por alguma
centelha divina, ele vos permita penetrar mais profundamente no Santuário da
Verdade e, então, agradecerão, não a nós que nada valemos, mas ao Onipotente
que vos achou digno disso, isto é, da Graça, tão apregoada pela própria Igreja
Romana, pois não é a todos que Ele costuma dispensá-la, segundo afirma esta
Igreja.
26
Explanação
Por que "Jesus" e não outro nome?
A Verdade
Como iremos ver, estas epígrafes não são tão fáceis de responder como
possa parecer à primeira vista, tanto mais limitado por um simples ensaio.
Em primeiro lugar, porque elas abrangem um largo círculo de
conhecimentos científicos relacionando-se com a lingüística dos povos antigos, com
a matemática, com a física, com a química, com a astronomia etc., ciências estas
que, talvez, não seja dado a todo leitor conhecer a fundo, por isso mesmo, difícil de
expor-se em uma linguagem menos áspera.
Em segundo lugar, porque caindo mesmo nas mãos de cientistas uma
parte se desinteressa por essas questões de filosofia e orientalismo, e outra parte
não lhe presta a devida atenção, por lhe faltar o tempo para se dedicar a esses
estudos.
Em terceiro lugar, porque se escrever em português uma obra tratando de
filosofia numa terra como a nossa, em que raríssimos são os escritores filósofos e
raríssimos também os leitores que, conhecendo outros idiomas, se dedicam a essas
leituras, equivale a semear-se alguns grãos de trigo num imenso campo onde já vivia
em predação a daninha tiririca.
Em quarto lugar, porque lido este despretensioso trabalho por pessoas
letradas, mas fanáticas por meia dúzia de fórmulas que lhe aparafusaram no cérebro
desde a infância, dificilmente se conseguiria fazê-las penetrar na compreensão
27
desses hieróglifos, a menos se reformasse completamente sua própria instrução e
educação física.
Bem diz o sábio escritor chinês Ku-Wang-Ming17:
"Que as palavras dos grandes escritores não podem
atingir a massa popular, porque todos os grandes escritores
falam a língua tias pessoas cultivadas, que a massa não pode
compreender".
"E lamentável, mesmo, que o espírito de formação
ocidental seja tão pressuroso em considerar absurdo o que ele
não compreende, e em rejeitar como fábula tudo quanto não
concorde com sua própria credibilidade18".
Infelizmente são esses que constituem uma grande parte da coletividade
brasileira, cujo analfabetismo orça numa porcentagem desoladora. São infelizes
pretensiosos que estacionam na marcha evolutiva de suas almas, são pobres cegos
guiados por outros cegos, na expressão do próprio Jesus; são almas que alienaram
sua liberdade de pensar entregando-a por procuração a outrem.
Bem diz uma máxima bramanista:
"Fácil é chegar-se a um acordo com o ignorante;
mais fácil, ainda, com o que sabe distinguir as coisas; mas, aos
homens enfatuados com um saber insignificante, nem Brahma
é capaz de os convencer".
17 L’Esprit Du peuple Chinois
18 Frase de Jacques Bacot, citada por Jean Rivière em A l’ombre dês Monastéres Thibétains
28
Portanto, se bem que este trabalho encerre um dos mais transcendentes
problemas da humanidade, porque tem relação direta com a salvação do nosso
espírito, não temos, contudo, a mínima pretensão de fazer obra de erudição e ainda
menos de ciência.
Estamos, porém, certos de que nenhum escritor brasileiro tratou desse
assunto pelo modo que o fazemos, baseado na própria Lei do Verbo, desconhecida
entre nós e nos livros sacros de vários povos.
Alguns dos nossos escritores, dos mais notáveis, cheios de competência
literária, que nos falta, abordaram o assunto, uns pelo lado político-social, outros
pelo lado filosófico-social, outros, ainda, pelo lado partidário. Nós, porém,
enfrentamos a questão da religiosidade do mundo pelo seu lado histórico,
comparativo e científico, a fim de lhe sondar a origem, acompanhar sua evolução,
assistir à sua perseguição, ao seu embaralhamento, às cisões que daí resultou, ao
amalgamento de uma com as outras, ao surto de algumas e ao desaparecimento de
outras, sem, contudo, desenvolver a matéria que, por sua natureza, como é fácil de
supor-se, levaria longe e, finalmente, descobrir onde está o erro e apresentá-lo à
meditação dos estudiosos.
Diremos simplesmente, em resumo, o que aprendemos em nossas
assíduas pesquisas de muitos anos, em vários autores antigos e modernos que se
aprofundaram em questões religiosas, sem pretendermos estabelecer outra doutrina.
Nosso desejo é, pelo menos, despertar a curiosidade de procurarem a
Verdade, embora, segundo Hermes Trismegisto, "ela não reside na Terra, porque a
Verdade é aquilo que é eterno e imutável. Tudo quanto está sujeito à mutação não
pode ser a verdade. Tudo que perece é mentira. Só Deus é a Verdade".
29
Por isso ninguém pode ver a verdade, que é Deus, Jesus mesmo —
quando Pilatos lhe perguntou o que vinha a ser a Verdade — não lhe deu resposta
alguma, e, este, virou-lhe as costas, indo tratar de outra coisa.
O Budismo diz que "A verdade é clara por si mesma; porém, se a
envolvermos por palavras obscuras, não mais a percebemos".
A verdade é como Aquiles que, possuindo pés leves, corria atrás de uma
tartaruga sem jamais alcançá-la.
Para descobrir-se a verdade, nada há de mais útil do que o estudo dos
erros19.
A verdade não encerra mistérios; só ao erro e à impostura é que eles
pertencem. O erro vem de uma incompreensão ou de uma deformação da Verdade.
Quem conhece uma só religião não conhece nenhuma, pois quem ouve
um sino só escuta um som, não podendo, portanto, saber se está afinado. É
necessário recorrer-se ao diapasão.
A pretensão do Catolicismo, de ser o único possuidor da Verdade, é
destituída de fundamento, pois o que parece ser hoje verdade será erro amanhã.
É como se ele dissesse: "A verdade está com a Igreja Católica; é proibido,
pois, doravante, sob terríveis penas, procurar descobrir a verdade".
Seria a paralisação do progresso humano, seria o retrocesso no
desenvolvimento intelectual da humanidade e, conseqüentemente, a escravização
dos homens a uma agremiação de déspotas, composta de jesuítas, frades, freiras,
padres e caterva.
Os fundadores do Catolicismo levaram 12 séculos confeccionando o culto
e as suas leis. O primeiro golpe que este culto levou teve início pela discussão
19 MAX MÜLLER – La Science de La Religion - 1873
30
filosófica do século XVI, chamado a Idade Média, o século das trevas. Ora, é claro
que, se esse culto levou 12 séculos para ser formado, os oito que decorrem até hoje,
têm demonstrado à sociedade o inevitável fim para o qual caminha, emparelhado
pelos dois poderes: Temporal e Espiritual.
São necessários ainda alguns anos para que a humanidade possa gozar
da Paz de Cristo, vivendo no seu Reinado de Paz; mas esse inevitável advento só
será realizado quando o Pontífice Rei atirar para longe a coroa e só usar a tiara.
Então haverá um só rebanho e um só pastor.
Se o Catolicismo romano viesse a vencer, eis ao que o mundo ficaria
sujeito: os caminhos de ferro seriam destruídos e substituídos pela fogueira do Santo
Ofício da Inquisição, que se encarregaria de fazer o paciente viajar mais depressa
para o outro mundo; o fio telegráfico seria substituído por uma corda; a luz elétrica
pelo clarão das fogueiras; a imprensa amordaçada e reduzida a publicar o
catecismo, obedecendo à única orientação do clero, como se verifica, positivamente,
entre nós, do programa dos "Diários Associados".
Além disso, como disse Jefferson: "Se a Verdade é tão grande e forte, ela
não precisa da proteção de culto algum e ainda menos do apoio do governo".
Mas, ainda que ninguém possa ver a Verdade, que é Deus, contudo,
aquele que o teme, que pratica o bem em prol de seu semelhante, que cumpre,
enfim, os simplíssimos dez mandamentos de Deus, sentirá que algo de
extraordinário lhe reside na alma.
Se não podemos atingir a verdade, tentemos ao menos lhe ser útil, disse
alguém.
Santo Agostinho disse: "Eu te procurava fora de mim e não te achava,
porque estavas em mim mesmo".
31
Essa doutrina era a de Buda, Orfeu, Pitágoras, Platão, Sócrates etc.
Ninguém, pois, viu a Verdade, que é Deus.
Entretanto, desde já começamos a esbarrar nesse ponto, com uma
grande contradição entre a Bíblia, que Moisés recebeu das mãos de Deus, que
Jesus veio confirmar, e que o evangelista João e os outros recolheram em suas
páginas.
Disse Jacó (Gênese XXXII, 30): "Vi Deus face a face e minha vida foi
salva".
Diz Êxodo XXXIII, 11: "E falava o Senhor a Moisés cara a cara como
quem fala ao seu amigo".
Números XII, 8. (É Deus quem fala) "Boca a boca falo com ele (com
Moisés) e de vista e não por figuras ou enigmas".
Porém,
João V, 18: "Ninguém nunca viu Deus", assim lhe disse Jesus.
Mas,
João X, 15 faz Jesus se contradizer: "Assim como o Pai me conhece,
também eu conheço o Pai". Quem conhece o Pai, que é Deus, para Jesus, é porque
o vê e vendo-o vê Deus, se é que as palavras são feitas para reproduzir o
pensamento.
Além disso, esta frase parece uma paródia do que disse, muitos séculos
antes, Amenófis (Akhenaton Ouenra), Filho único do Sol, contemporâneo de Moisés,
dirigindo-se ao Pai Celeste: "Ninguém te conhece senão teu filho Ouenra".
Como se vê, a verdade é por demais abstrata para o homem pretender
possuí-la.
Resta, porém, a fé, gritam os teólogos.
32
A VIDA OCULTA E MÍSTICA DE
JESUS
AS CHAVES SECRETAS DO CRISTO
Desde as mais remotas eras, o homem traz dentro de si um sentimento
de fé em uma força cósmica, denominada por muitos como Deus. Alá, Baco, Be-il,
Jeová, Mitra, Rá e Tupã são alguns dos nomes sob os quais Ele foi apresentado aos
Seus fiéis. No decorrer das eras, começaram a surgir certas divergências no modo
de encarar e cultuar esse Deus e Seus atributos, resultando em cismas iniciados por
Irshu, na Índia, há mais de 5 mil anos, que acabaram por dividir esses cultos em
tantos outros cultos ou seitas, chegando ao ponto de se odiarem e de
comercializarem a Fé em nome desse Ser Supremo.
Três mil e duzentos anos depois desse cisma inicial, nascia em Belém
uma criança, cujas escrituras pareciam referir-se a ela. Seu nome era Jesus, nome
este cuja origem possivelmente tenha sido imposta por uma sólida tradição, de
acordo com pesquisas feitas por A. Leterre. O autor pretende provar, ainda, que o
culto criado a Jesus Cristo não passa de um culto político romano, mercador de Fé e
defensor de interesses particulares, e que a religião que ele pregou é bem diferente
do Cristianismo que conhecemos, o qual é confundido com Catolicismo. Além do
que, mostrará o desacordo que há entre a profecia do nome Emanuel, que deveriam
dar ao Messias, e o nome de Jesus, que lhe deram.
"Todas as religiões colocaram Deus no Infinito, acima da compreensão e
da discussão. O Cristianismo fez baixar Deus à Terra, o Catolicismo encarna esse
Deus no Papa." (J. Simon) Eis uma obra histórica, comparativa e científica.
MADRAS
3
Discorrendo a respeito dos
assuntos polêmicos abordados em A
Vida Oculta e Mística de Jesus —As
Chaves Secretas do Cristo, religião e
fatos históricos, ressalta o autor E.
Leterre: "Estamos, porém, certos de
que nenhum escritor brasileiro tratou
desse assunto de modo que o
fazemos, baseado na própria Lei do
Verbo, desconhecida entre nós e nos
livros sacros de vários povos. Alguns
dos nossos escritores, dos mais
notáveis, cheios de competência
literária, que nos falta, abordaram o
assunto, uns pelo lado político-social,
outros pelo lado filosófico-social,
outros, ainda, pelo lado partidário.
Nós, porém, enfrentamos a questão da
religiosidade do mundo pelo seu lado
histórico, comparativo e científico, afim
de lhe sondar a origem, acompanhar
sua evolução, assistir à sua
perseguição, ao seu embaralhamento,
MADRAS
às cisões que daí resultou, ao
amalgamento de uma com as outras,
ao surto de algumas e ao
desaparecimento de outras, sem,
contudo, desenvolver a matéria que,
por sua natureza, como é fácil de
supor-se, levaria longe e, finalmente,
descobrir onde está o erro e
apresentá-lo à meditação dos
estudiosos... Nosso desejo é, pelo
menos, despertar a curiosidade de
procurarem a Verdade". A Vida Oculta
e Mística de Jesus —As Chaves
Secretas do Cristo apresenta ao leitor
moderno uma oportunidade única,
antes restrita a poucos eruditos,
estudiosos e colecionadores, de entrar
em contato com o pensamento e a
obra de A. Leterre, pesquisador arguto
de assuntos ligados à religião.
MADRAS
1
Ó 2004, Madras Editora Ltda.
Editor:
Wagner Veneziani Costa
Diagramação:
Eight Point Comunicação Ltda.
R. Desembargador Guimarães, 119 - Perdizes – São Paulo/SP
Tel./Fax: (011) 3865-4252
Produção da Capa:
Equipe Técnica Madras
Revisão:
Vera Lúcia Quintanilha
Mônica Rodrigues de Lima
Wilson Ryoji
DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP)
(CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO, SP, BRASIL)
Leterre, A.
Jesus e sua doutrina: a distinção entre cristianismo e catolicismo: um estudo que remonta há mais de
8.600 anos/A. Leterre. — São Paulo: Madras, 2004.
"Ilustrado com gravuras, algumas raríssimas e outras originais de mestres consagrados, e vários
desenhos explicativos do autor"
Bibliografia.
ISBN 85-7374-867-2
1. Cristianismo - Origem 2. Igreja - História 3. Igreja Católica 4. Jesus Cristo - Ensinamentos I. Título.
04-5407 CDD-209
Índices para catálogo sistemático:
1. Cristianismo e catolicismo: Religião: História 209
Proibida a reprodução total ou parcial desta obra, de qualquer forma ou por qualquer
meio eletrônico, mecânico, inclusive por meio de processos xerográficos, incluindo
ainda o uso da internet, sem a permissão expressa da Madras Editora, na pessoa de
seu editor (Lei nº 9.610, de 19.02.98).
Todos os direitos desta edição reservados pela
MADRAS EDITORA LTDA.
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www.madras.com.br
2
“Minha doutrina
Não é minha; mas daquele
Que me enviou.”
(João VII, 16)
Atenção!
Nota do Editor: O Título original desta obra é Jesus e Sua Doutrina, mas,
por considerarmos que o seu conteúdo é muito mais abrangente, optamos por editálo
sob o título de capa como: O Lado Oculto da Doutrina de Jesus – Chaves
Secretas do Cristianismo.
3
Figura 1
O Arqueômetro
Aparelho de precisão
Revelador da proto-síntese da humanidade e
Das ciências antigas, presentes e futuras
4
Prefácio
Graças ao esforço da Madras Editora, na figura de seu editor, Wagner
Veneziani Costa, teremos a partir de agora a oportunidade, restrita a alguns poucos
colecionadores, eruditos e estudiosos das religiões, de entrar em contato com o
pensamento de A. Leterre. Pesquisador perspicaz, traz-nos em Jesus e sua Doutrina
aspectos revolucionários no que se refere ao Catolicismo. Este livro foi publicado
pela primeira vez em 1934 e é obediente, portanto, ao perfil daquela época. No
entanto, apresenta questões que ainda hoje podem ser consideradas inovadoras
sob o ponto de vista das religiões.
Busca em suas fontes a origem e o porquê do nome JESUS, advindo de
um sólido conhecimento iniciático. Revisita as antigas tradições das virgens que
concebem, sacerdotisas que tinham como missão trazer à vida terrena os grandes
condutores da humanidade. Traz à luz a ascendência dos ritos católicos, assimilados
de outros sistemas religiosos, e procura, sem ferir a fé de quem quer que seja,
mostrar que a religião católica não é aquela pregada por Jesus, mas que é um culto
político romano, do qual surgiram inúmeros outros. Trata também de temas
polêmicos relativos aos dogmas do Catolicismo com a coragem de quem ousa
perguntar; fala do pecado original e de como foi adaptado por Moisés; da
constituição da Santíssima Trindade, da existência do Diabo, do Céu, do purgatório
e do Inferno.
Faz também, e talvez seja este o máximo valor deste livro, uma
explanação da obra de Saint-Yves D'Alveydre, especialmente de O Arqueômetro,
livro dedicado à síntese do conhecimento humano. Pouco divulgado até hoje, por ser
5
raro, com um número reduzido de exemplares publicados até então, O Arqueômetro
foi lançado pela primeira vez no Brasil em 2004, por esta Editora.
Diamantino F. Trindade
Laís dos S. P. Trindade
6
ÍNDICE
Introdução ...................................................................................................................9
Gênese das Religiões..............................................................................................9
Início dos Cismas ..................................................................................................21
Personalidade de Jesus.........................................................................................22
Explanação................................................................................................................26
A Verdade..............................................................................................................26
A Fé .......................................................................................................................32
O Arqueômetro ......................................................................................................38
Ciências Ocultas....................................................................................................48
Trinitarismo............................................................................................................56
Dilúvio....................................................................................................................60
Babilônia................................................................................................................69
O nome de Jesus e sua religião ............................................................................71
Os Dez Mandamentos ...........................................................................................77
Fontes Mosaicas....................................................................................................83
Verdades Sensíveis e Inteligíveis ..........................................................................90
Filiação de Moisés .................................................................................................95
Ordem de Melquisedeque....................................................................................101
Maria e seu filho Jesus ........................................................................................106
Virgindade de Maria.............................................................................................109
Virgens que Concebem .......................................................................................119
Predição da Vinda do Messias ............................................................................126
Divindade de Jesus .............................................................................................142
Filho de Deus.......................................................................................................149
Religião e Culto ...................................................................................................168
Antagonismo entre Cristianismo e Catolicismo....................................................172
O Plágio Católico .................................................................................................182
Doutrina de Jesus................................................................................................194
Luta entre Pedro e Paulo.....................................................................................215
Os Evangelhos ....................................................................................................228
Incoerências e Contradições dos Evangelhos.....................................................240
Mais analogias.....................................................................................................257
Milagres ...............................................................................................................260
Adão e Eva ..........................................................................................................267
Pecado Original ...................................................................................................274
Batismo................................................................................................................285
Céu, Purgatório, Inferno ......................................................................................294
O Diabo................................................................................................................302
Livre Arbítrio ........................................................................................................308
Reencarnação .....................................................................................................312
Pluralidade dos Mundos ......................................................................................319
Ressurreição........................................................................................................325
Templos...............................................................................................................338
Identidade de Religiões .......................................................................................341
Intolerância ..........................................................................................................348
Ódio Católico .......................................................................................................353
7
Judeu-Cristianismo-Búdico..................................................................................361
Elucidações.............................................................................................................371
Missa ...................................................................................................................394
Vós Também sois Deuses...................................................................................403
Filiações Templárias............................................................................................406
Filho de Deus— Filho do Homem — Filho da Mulher..........................................416
Reinado de Deus .................................................................................................425
Corrupções das Traduções..................................................................................427
Dorismo e Ionismo...............................................................................................436
Conseqüências do Cisma de Irshu......................................................................439
Lei do Verbo ........................................................................................................446
Primitivo Alfabeto.................................................................................................466
Pirâmide e Esfinge...............................................................................................485
Astrologia – Cosmogonia - Mitologia ...................................................................499
Apocalipse de João e Outros...............................................................................512
O Arqueômetro e as Artes ...................................................................................539
Conclusões..............................................................................................................544
Sinarquia..............................................................................................................544
Papa Rei ..............................................................................................................560
Infalibilidade do Papa ..........................................................................................583
O Anti-Cristo ........................................................................................................601
Celibato do Padre................................................................................................605
Jesuitismo e sua Moral ........................................................................................610
Ensino Religioso ..................................................................................................652
Casa de Orates....................................................................................................669
Queda do Romanismo.........................................................................................673
Catolicismo Pagão...............................................................................................685
Preces..................................................................................................................692
Os Cismas e as Exegeses...................................................................................697
Apelo aos estudiosos...........................................................................................708
Fim do mundo......................................................................................................711
Os Cultos dos Deuses dos heróis, dos Mártires, das Relíquias dos Santos .......716
Os Dogmas..........................................................................................................737
As Origens do Dogma da Trindade .....................................................................750
Alicerces do Catolicismo......................................................................................775
Basta de cabotinismo ..........................................................................................820
Adendos ..................................................................................................................823
Mistificação..........................................................................................................823
Falsificações........................................................................................................827
Referências Bíblicas ............................................................................................831
Êxodo ..................................................................................................................835
Ezequiel ...............................................................................................................836
Reis .....................................................................................................................837
Fontes de Consulta .................................................................................................843
8
ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 1 .......................................................................................................................3
Figura 2 .....................................................................................................................45
Figura 3 .....................................................................................................................48
Figura 4 .....................................................................................................................63
Figura 5 .....................................................................................................................91
Figura 6 ...................................................................................................................128
Figura 7 ...................................................................................................................269
Figura 8 ...................................................................................................................377
Figura 9 ...................................................................................................................387
Figura 10 .................................................................................................................467
Figura 11 .................................................................................................................469
Figura 12 .................................................................................................................472
Figura 13 .................................................................................................................486
Figura 14 .................................................................................................................486
Figura 15 .................................................................................................................489
Figura 16 .................................................................................................................489
Figura 17 .................................................................................................................490
Figura 18 .................................................................................................................496
Figura 19 .................................................................................................................498
Figura 20 .................................................................................................................500
Figura 21 .................................................................................................................501
Figura 22 .................................................................................................................508
Figura 23 .................................................................................................................627
Figura 24 .................................................................................................................824
Figura 25 .................................................................................................................833
Figura 26 .................................................................................................................833
Figura 27 .................................................................................................................838
Figura 28 .................................................................................................................838
Figura 29 .................................................................................................................839
ÍNDICE DE QUADROS
Quadro 1 .................................................................................................................177
Quadro 2 .................................................................................................................178
ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 1 ....................................................................................................................72
Tabela 2 ....................................................................................................................80
9
Introdução
Gênese das Religiões
Admitamos por um momento que nosso benévolo leitor, seja ele de que
culto ou crença for, tivesse de fazer, como missionário, uma grande excursão pelos
sertões de Mato Grosso.
Chegado a um ponto das ínvias selvas, depara-se com uma tribo de
selvagens ocupada em render preito e homenagem a uma entidade abstrata, que
ela reconhece como Superior e como Criadora de tudo quanto à cerca.
Essa entidade, ou anteriormente esse Deus, é representada por um
boneco de barro exoticamente fabricado ou por um tronco de árvore cercado por
enormes fogueiras, como as piras dos antigos templos, em volta das quais os
silvícolas executam uma frenética dança ao som de flautas de bambu, acompanhada
de estridentes berros a guisa de hinos maviosos.
Que fará nosso missionário?
Certamente procurará, com tempo e jeito, convencê-los de que laboram
em erro e de que o verdadeiro Deus é aquele que ele mesmo adora, seja Jeová, Alá,
Buda ou o Cristo do Calvário.
É possível que, convencidos de que o estúpido boneco nada represente,
eles passem a adotar o símbolo do nosso incansável missionário.
Admitamos, porém, que outros missionários, de credos diferentes,
venham também a passar por ali, sucessivamente, com intervalos assaz suficientes
para dar tempo a que a nova crença se enraíze em seus pobres cérebros.
Que sucederá?
10
Sucederá que, ao cabo de alguns anos, digamos mesmo, de alguns
séculos, essa tribo terá mudado várias vezes o modo de compreender esse Deus.
Mas não se segue daí que toda a tribo, sem exceção de uma só alma,
tenha permanecido fiel a cada crença que foi sucedida, e isso com unânime
aprovação.
E indubitável, dada a diversidade de mentalidades, que tenham surgido
certas divergências no modo de encarar esse Deus e seus atributos, ou mesmo mo
na maneira de cultuá-lo nas sucessivas crenças, resultando dali, então, as exegeses
e os cismas que acabaram por dividir esses cultos em outros tantos cultos ou seitas
contrários e inimigos, a ponto de se odiarem de morte.
É exatamente o resultado verificado hoje na face desse pobre giroscópio.
Os primitivos povoadores da Terra sentiram que tudo quanto viam devia
ser o produto de uma força superior e inteligente e começaram, então, na opinião de
alguns historiadores, a simbolizar essa força, já com um disco representando o Sol,
como fonte da vida material1, já com um tronco de árvore, de onde foram surgindo
os esteios da cabana que se transformaram em colunas do Templo etc.2
Pela observação e pelo estudo da natureza, movidos pelas necessidades
vitais, as indústrias foram sendo criadas, as artes nasceram, a ciência se
manifestou, até se condensar em Academia.
Foi então que a Religião fora revelada aos mais puros, nascendo dali o
Templo, pois a Religião é o suspiro do homem, cuja resposta vem do céu e não da
Terra.
Que tivesse havido esta Revelação, está isso sobejamente confirmado
por todas as religiões do mundo.
1 De onde a dinastia solar de Atlântida, do México, do Peru, etc., que se passou para a Etiópia,
surgindo mais tarde na Céltica e nas índias a Dinastia lunar.
2 La langue sacreé. Larbre de Ia Science. — Soldi Colbert de Beaulieu.
11
Dupuis3 não crê na revelação, pois, segundo ele, só a razão humana é
que tudo definiu; mas ele não reflete que essa Razão, que não é criação do homem,
mas sim da Razão Suprema, que lhe deu em igualdade de grau para raciocinar e
tirar conclusões justas e força de comparações, estudos e experiências, é que
constitui, de fato, a Revelação Divina, seja por inspiração ou suposto acaso.
No Manavadarma foi a Krishna; nos Vedas, a Buda; no Zenda-Avesta4, a
Zoroastro; nos livros Herméticos, a Hermes; nos Kings, da China, a Fo-Hi, a Lao-
Tsé, a Confúcio; no Pentateuco, a Moisés; no Alcorão, a Maomé; no Livro de Jó, ao
Pontífice Jó; nos Evangelhos, a Jesus. Todos eles afirmam terem recebido a
verdade, de Deus mesmo, como a expressão dos seus divinos decretos.
Confúcio, príncipe regente, repudiou tudo para dedicar-se ao sacerdócio,
quando, aos 50 anos, recebia essa revelação.
Daí a razão de ser a Religião a Síntese da Ciência e não o contrário, o
que seria absurdo.
Charles Norman5, sábio astrônomo do Observatório de Paris, sintetiza
admiravelmente essa Revelação em poucas palavras:
"Na verdade, parece que nada manifesta a presença
mística do divino, tanto quanto esta eterna e inflexível harmonia
que liga aos fenômenos expressos por leis científicas”.
“A ciência que nos mostra o vasto Universo,
concreto, coerente, harmônico, misteriosamente unido,
organizado como uma vasta e muda sinfonia, dominada pela lei
3 Origine De tons les cultes — Tom. VII — 1835.
4 Zenda significa Revelação; Avesta significa Tradição.
5 Einstein e o Universo, pág. 190.
12
e não por vontades particulares, a ciência, em suma, não será
uma revelação?".
É certo, e isso não pode sofrer a mais leve refutação, que a crença
monoteísta, isto é, a de um só Deus Criador e Todo-Poderoso existiu desde uma
Antigüidade pré-histórica e descrita nos livros anteriormente citados, sendo de notar
que os Sastras6 são anteriores de 1500 anos aos Vedas que, por sua vez, têm mais
de 6 mil anos.
Nos Vedas lê-se o seguinte:
"Deus é aquele que sempre foi; Ele criou tudo
quanto existe; uma esfera perfeita, sem começo nem fim é sua
fraca imagem. Deus anima e governa toda a criação pela
providência geral dos seus Princípios invariáveis e eternos.
Não sonde a natureza da existência daquele que sempre foi;
esta pesquisa é vã e criminosa. Basta que, dia a dia, noite a
noite, suas obras manifestem sua sabedoria, seu poder e sua
misericórdia. Trata de tirar proveito disso".
O rei da Babilônia, Nabucodonosor, orava do seguinte modo: "Criador por
ti, senhor, eu te abençôo, tu me deste o poder de reinar sobre os povos segundo tua
bondade. Constitui, pois, teu Reinado; impõe a todos os homens a adoração do teu
nome. Senhor dos povos, ouve minhas preces. Que todas as raças terrestres
venham às Portas de Deus" (Babilu = Babilônia).
6 Livros Sacros da Índia.
13
Nos antigos livros da China (nos Kings) encontra-se o seguinte, transcrito
pelo imperador Kang-ki e compilado por du Halde, p. 41, da edição de Amsterdã:
"Ele não teve começo nem terá fim. Ele produziu
todas as coisas desde o começo; Ele é quem governa como
verdadeiro Senhor; Ele é infinitamente bom e infinitamente
justo; Ele ilumina, sustenta e regula tudo com suprema
autoridade e soberana justiça".
"Se olharmos os olhos negros dos chineses, diz Max
Müller, acharemos que ali também há uma alma que
corresponde a de outras almas, e que o Deus que ele tem em
mente é o mesmo que nos empolga o espírito, apesar do
embaraço da sua linguagem religiosa".
Os druidas7 diziam que Deus é por demais incomensurável para ser
representado por imagens fabricadas por mãos de homens, e que seu culto não
pode ser prestado entre as muralhas de um templo; mas, sim, no santuário da
natureza sob a ramagem das árvores ou nas margens do vasto oceano.
Para os druidas, o símbolo da Vida e da Luz era representado pelo termo
ESUS8.
Há neste termo uma curiosa aparência de analogia com o nome que
pretendemos estudar neste ensaio.
O Deus dos druidas era Be-il, de onde o Ba-al da Caldéia, ao qual
juntaram Teutalés, similar de Thot-Hermes do Egito.
7 Que significa Sábios, eram os sacerdotes dos Celtas, povos que existiram muito antes de ser
conhecida a índia, por serem, ao que se supõe, remanescentes da Atlântida.
8 Léon Denis — Le génie celtique et le monde invisible.
14
Foi São Judicael quem no século VII aboliu o Druidismo que ainda existia
confinado nas florestas da Brocelianda.
No Tibete, segundo o padre Huc9, os Lamas dizem que:
"Buda é o ser necessário, independente, princípio e
fim de tudo. É o Verbo, a Palavra. A Terra, os astros, os
homens e tudo quanto existe são uma manifestação parcial e
temporária de Buda. Tudo foi criado por Buda, no sentido de
tudo vir dele como a luz vem do Sol. Todos os seres emanados
de Buda tiveram um começo e terão um fim; mas, assim como
eles saíram necessariamente da Essência Universal, eles terão
de ser reintegrados. É como os rios e as cachoeiras produzidos
pelas águas do mar que, após um percurso mais ou menos
longo, vão novamente perder-se na sua imensidade. Assim,
Buda é eterno; suas manifestações também são eternas".
Lê-se no Livro dos Mortos do Antigo Egito*:
"Eu sou aquele que existia no Nada; eu sou o que
cria; eu sou aquele que se criara por si próprio. Eu sou ontem e
conheço amanhã, sempre e nunca".
9 Dans le Thibet.
* N. do E.: Lançado no Brasil pela Madras Editora.
15
O templo de Sais, antiga cidade do Baixo Egito, trazia gravado em seu
frontispício: "Eu sou tudo que foi, que é e que será, e nenhum mortal jamais levantou
o véu que me encobre". Era o "Deus Desconhecido".
No México, em 1431, o rei Netzahualcóyotl que, quando criança, havia
escapado milagrosamente da degolação dos filhos machos, como sucedeu a
Moisés, a Jesus e a outros reformadores, conforme veremos mais adiante, mandou
construir templos, sendo o mais belo dedicado ao "Deus Desconhecido". Dizia ele
que os ídolos de pedra e de madeira, se não podem ouvir nem sentir, ainda menos
poderiam criar o céu, a Terra e os homens, os quais devem ser obra de um Deus
Desconhecido, todo-poderoso, em quem confiava para sua salvação e seu auxílio.
Esse Deus Desconhecido do México deve ser o mesmo Deus
Desconhecido que Paulo encontrou em Atenas, conforme se vê em Atos XVI, 23.
O Ser Supremo dos Astecas era denominado Teotl; era impessoal e
impersonificável; dele dependia a existência humana. Era a divindade de absoluta
perfeição e pureza em quem se encontra defesa segura.
Nos Livros de Hermes, escritos há mais de 6 mil anos, encontra-se o
seguinte diálogo tido com Thoth, que bem define o espírito moral e intelectual
daquelas eras:
"É difícil ao pensamento conceber Deus e à língua
de exprimi-lo. Não se pode descrever uma coisa imaterial por
meios materiais; o que é eterno não se alia, senão dificilmente,
ao que está sujeito ao tempo. Um passa, outro existe sempre.
Um é uma percepção do espírito, e outro uma realidade. O que
pode ser concebido pelos olhos e pelos sentidos como os
16
corpos visíveis pode ser traduzido pela linguagem; o que é
incorpóreo, invisível, imaterial, sem forma, não pode ser
conhecido pelos nossos sentidos. Compreendo, pois, Thoth,
que Deus é inefável".
Nos mesmos livros lê-se, também, o seguinte:
"Desconhecendo nossas ciências e nossa
civilização, as gerações futuras dirão que adoramos astros,
planetas e animais, quando, de fato, adoramos um só Deus
Criador e Onipotente".
Na antiga Pérsia, Zoroastro chamava-o de Mitra, o Deus Criador, sendo
Orzmud, o Pai.
No Egito era Osíris.
Na Fenícia era Adônis.
Na Arábia era Bacq.
Na Frígia era Athis.
Moisés denominou-o de Jeová, por assim lhe ter declarado o próprio
Deus.
Maomé adora-o sob o nome de Alá.
Orfeu, o criador da Mitologia grega, considerado por isso, pelos católicos,
como o chefe do paganismo, assim se exprime, segundo Justino, o Mártir, em sua
obra Órfica: "Tendo olhado o Logos divino, assenta-te perto dele, dirigindo o esquife
inteligente do teu coração e galga bem o caminho e considera somente o Rei do
17
Mundo. Ele é único, nascido de si mesmo, e tudo vem de um só Ser". E, como
veremos mais adiante, Orfeu conhecia a trindade divina.
Na obra de Apuleio, Metamorfoses, XI, 4, escrita no século II da nossa
era, Ísis, a deusa egípcia, declara que ela é a própria natureza divinizada.
Diz ela:
"Eu sou a Natureza, mãe das coisas, senhora de
todos os elementos, origem c princípio dos séculos, suprema
divindade, rainha dos Manes, primeira entre os habitantes do
céu, tipo uniforme dos deuses e das deusas. Sou eu cuja
vontade governa os cimos luminosos do céu, as brisas salubres
do oceano, o silêncio lúgubre dos infernos10, potência única,
sou pelo Universo inteiro adorada sob várias formas, em
diversas cerimônias, com 1.000 nomes diferentes”.
“Os Frígios, primeiros habitantes da Terra, me
chamam de Deusa — mãe de Pessinonte; os Atenienses
autóctones me nomeiam Minerva, a Cecropana; entre os
habitantes da ilha de Chipre, sou Vênus de Pafos; entre os
Cretenses, armador de arco, sou Diana Dichina; entre os
Sicilianos que falam três línguas, sou Prosérpina, a utigiana;
entre os habitantes de Elêusis, a antiga Ceres, uns me
chamam Juno, outros Belone, aqui Hécate, acolá a deusa de
Ramonte. Mas, aqueles que foram os primeiros iluminados
pelos raios do Sol nascente, os povos Etiópicos, Arianos e
10 Subentende se o interior da terra.
18
Egípcios, poderosos pelo antigo saber, estes, sós, me rendem
um verdadeiro culto e me chamam, pelo meu verdadeiro nome:
a rainha Ísis11".
Todos os milhares de tribos da África, tanto as do litoral como as das
regiões centrais, algumas de difícil contato entre si e ainda menos com o europeu,
adoram um Deus Supremo Criador, Onisciente, Misericordioso e sumamente bom,
por isso nunca faz mal à sua criatura, razão pela qual não lhe prestam nenhum culto,
nem lhe dirigem preces, nem procedem a sacrifícios de animais em holocausto.
Todos os fenômenos da natureza, como chuvas, raios, tremores de terra,
vulcões, doenças e mortes, são obras de maus espíritos dos seus antepassados que
perseguem os vivos. A esses é que eles rendem culto, como fazem os chineses com
o Culto aos antepassados; a esses maus espíritos é que eles dirigem suas orações
e sacrifícios, a fim de aplacá-los ou praticando rituais excessivamente barulhentos
para afugentá-los. Essa crença é encontrada, igualmente, entre nossos silvícolas, se
bem que a raça seja diferente.
Tudo isso concorre para corroborar as Teses da Revelação e da
Universalidade da Religião, bem como a de um ou mais cataclismas que teriam
dividido as raças espalhando-as por vários continentes, de onde surgiram os cismas
e os milhares de cultos.
"Para definir Deus seria preciso empregar uma
língua cujas palavras não pudessem ser aplicáveis às criaturas
terrenas12".
11 As palavras que destacamos se relacionam, como veremos, com o ciclo de Rama.
12 J. Simon
19
Tal crença em um só Deus Onipotente, em suma, com todos os
predicados do catolicismo, existe desde uma inconcebível Antigüidade, e chegou a
alcançar em sua pureza a era de 3200 anos antes de Jesus Cristo, ou seja, hoje, há
mais de 5.200 anos.
Os europeus, entretanto, apenas saídos do lodaçal da barbárie, julgaramse
com o direito de se erigirem como censores da Antigüidade, considerando os
homens que ilustraram aqueles tempos como doidos, impostores, ignorantes, ateus,
fanáticos e hereges!
No entanto, à geração moderna ocidental se podem aplicar esses
epítetos, anarquizada como ficou pelas divisões e subdivisões do Cristianismo, do
qual surgiu o mais intolerante culto que a Terra jamais viu: o Catolicismo.
Os povos da Antigüidade, como ainda hoje os da Índia, do Egito, da
China, eram e são profundamente religiosos, e seus atos foram e são pautados por
uma incomparável moral.
Não é, pois, possível, tachar-se esses homens ou esses povos de
bárbaros, pagãos, ateus ou idolatras sem confessar má-fé ou falta de erudição e,
portanto, incompetência para a crítica científica e histórica; e, se fanático possa
haver, é decerto aquele que o fizer.
Diz Max Müller13:
"Há pessoas que, por pura ignorância das antigas
religiões da humanidade, adotaram uma doutrina, menos
Cristã, certamente, que todas as que se encontram nas
13 La Science de La religion
20
religiões antigas. Essa doutrina consiste em considerar todos
os povos da Terra, antes do advento do Cristianismo, como
ateus e condenados pelo Pai Celeste, que eles não
conheceram, e, portanto, sem esperança de Salvação!"
A única base teológica propriamente dita da Teologia Cristã reside nos
primeiros versículos de João que são copiados da Teologia paga.
As idéias dos cristãos são as de Platão, o qual, por seu turno, as bebeu
nas filosofias antigas do Egito, de Orfeu, Pitágoras etc.
Santo Agostinho, doutor da Igreja Católica, reconhece que se encontram
em todos os povos do mundo as mesmas idéias que tinham os cristãos sobre Deus,
sejam eles platônicos, pitagóricos, atlantas, líbios, egípcios, indianos, persas,
caldaicos, scytas, gauleses, espanhóis etc.; todos possuíam os mesmos princípios
teológicos e dividiam igualmente a divindade em três partes. Ele reconhecia que os
princípios de Platão e os de Moisés são idênticos, por terem ambos estudado no
Egito, nas obras de Hermes Trismegisto.
Todas as filosofias, maliciosamente chamadas pagas pelo Catolicismo,
nada mais eram do que ficções, relacionando-se com a Ordem do Mundo, como
afirmam Santo Atanásio, Santo Agostinho, o arqueólogo romano Varron, tão
minucioso em suas descrições, e muitos outros.
Os próprios materialistas modernos, para citar só dois, Brasset e le
Dantec, que se combatem sobre os limites da biologia, curvam-se involuntariamente
em reconhecer um Criador supremo de todas as coisas.
O padre F. Vigouroux14 assim se exprime:
14 Lês Livres Saints
21
"Os primeiros homens foram monoteístas e seus
descendentes, em vez de progredirem na religião, decaíram, ao
contrário, pouco a pouco, até o advento do Cristianismo".
Já os salmos diziam:
"Que não haja Deus, só louco ou homem de espírito
de pequena estatura é que o pode dizer".
Descartes exclamava:
"Sinto-me imperfeito, logo tenho a idéia da perfeição,
e essa idéia não me pode vir senão de um ser perfeito, logo o
ser perfeito, ou Deus, existe".
Início dos Cismas
Dali para cá é que começaram a desenvolver os cismas, iniciados por
Irshu, na Índia, há 5.600 anos, divisões essas que deram lugar à existência de
incalculável número de seitas que infestam o mundo, cada qual com um culto mais
exótico do que outro, seitas que, infelizmente, ainda perduram no Oriente, na África,
na Oceania e nas três Américas, se bem que todas reconheçam e adorem a seu
modo e com nome diferente um Deus Onipresente e Misericordioso, o que prova
haver nelas um resto da primitiva Revelação.
22
Três mil e duzentos anos depois desse cisma, isto é, mais de dois mil
anos hoje, nascia em Belém uma criança, cujas escrituras pareciam referir-se a ela,
como veremos mais adiante.
Personalidade de Jesus
O menino cresceu, sofreu e morreu crucificado, após ter procurado
restituir à humanidade anarquizada naquela época a Revelação dada aos Patriarcas
que, como veremos neste pequeno ensaio, era a religião que Ele próprio ensinou.
Visto que Ele não cessava de repetir que sua doutrina não era dele, mas Daquele
que o enviara.
Ele acrescentava que não vinha trazer a paz à Terra, mas sim a espada15,
e que "sua casa seria dividida e subdividida em vários cultos e seitas".
Por isso é que, do culto que posteriormente criaram a Jesus, inúmeros
cultos têm surgido em completo antagonismo, confirmando o que anteriormente
dissemos; mas, dentre eles, nenhum como o Católico procura impor a Fé às
consciências de um modo tão singularmente contrário à própria Religião por meio
das armas, da fogueira ou da escravização da alma pelo terror de penas eternas,
que aberram da inefável misericórdia de Deus, resultando daí as repulsas, as
represálias e as chamadas "guerras de religião" que tanto enlutaram e continuam
enlutando a humanidade, como se verifica presentemente no México e na Irlanda.
"Todas as religiões colocaram Deus no Infinito,
acima da compreensão e da discussão. O Cristianismo fez
15 Mateus X, 34 — Esta tradução deve estar errada, pois colide com todo o ensino de Jesus que é
exatamente o contrário. Ele vinha pregar o Reinado da Paz, a não ser que profetizasse as cisões, as
exegeses, jesuitismo, romanismo etc. — A Pedro ele disse: "Embainha mu espada; quem com ferro
fere, com ferro será ferido".
23
baixar Deus à Terra, o Catolicismo encarna esse Deus no
Papa16!"
No entanto, nosso fim não é discutir a política internacional em um tão
despretensioso rascunho.
Acudiu-nos à mente estudar a origem do nome de Jesus e qual era sua
religião, pela leitura de La Vie Cachée de Jesus, do erudito professor da Sorbonne,
Charles Guignebert, que trata no cap. I, § 1°, do "Nome de Jesus, seu sentido, sua
escolha por Deus e sobre a possibilidade de ser ele histórico".
Diz ele:
“Não seria que uma sólida tradição tivesse
imposto o nome de Jesus? (O destaque é nosso) "Não me
iludo com a fraqueza do argumento, pois esta redação poderia
repousar sobre uma lenda ou uma interpretação arbitrária
anterior ao redator de Mateus. Não pretendo, tampouco, que
uma interrogação seja uma prova ou que a possibilidade de
uma coincidência estabeleça essa certeza; é por isso que não
estarei longe de considerar, como uma possibilidade, que esse
nome de Jesus tivesse sido verdadeiramente um título de
Cristo, correspondente à sua função divina, que lhe teria sido
atribuído por seus primeiros adeptos e que teria apagado seu
nome de homem, como sua divindade fez da sua humanidade".
16 J. Simon
24
Por aí se vê a aridez do assunto e a incerteza em que cultivam os mais
eruditos escritores.
Nessa interrogação sente-se que esse autor era tocado pela inspiração
divina; mas, deixando-se levar pelas suas aspirações terrestres, ele mesmo cerra a
porta pela qual poderia penetrar no caminho das pesquisas científicas.
É verdade que, na ocasião em que sua obra veio à luz (1914), O
Arqueômetro, do Marquês Saint-Yves D'Alveydre, acabava de aparecer, mas em
muito diminuto número de exemplares (200, se tanto), e é natural que não lhe
tivesse chegado ao conhecimento o extraordinário valor científico dessa obra, e,
mesmo que assim tivesse sido, era muito escasso o tempo para estudá-la a fundo.
É possível que hoje esse autor já tenha outras noções a respeito da "Vida
oculta de Jesus", e saiba, como o leitor vai saber, que a origem deste nome foi, de
fato, imposta por uma sólida tradição.
Não pretendemos arrancar a crença de ninguém; respeitamos o livre -
arbítrio e a responsabilidade espiritual de cada um. Mas pretendemos provar que o
Catolicismo não é religião e ainda menos a de Jesus, porém, que é um culto político
romano, e que a religião que o Cristo pregou é bem diferente do Cristianismo
Pauliniano e do moderno. Provaremos também o desacordo que há entre a profecia
do nome Emanuel que deviam dar ao Messias, e o nome de Jesus que lhe deram.
Não faremos como o filósofo de Júlio Huré que “fechava os olhos, soprava
sobre as estrelas e dizia ao seu contendor: ‘Vede, estão apagadas, não brilham
mais; crede no que vos digo' ".
Faremos como diziam os poetas védicos: "Nossos pensamentos são
obscuros. Oremos, isto é, pesquisemos".
25
Por isso pedimos, somente, que guardem este pequeno folheto para uma
ocasião mais oportuna, se após uma primeira leitura acharem o assunto um tanto
árido e complexo.
Não o deite fora porque é possível que um dia, tocado por alguma
centelha divina, ele vos permita penetrar mais profundamente no Santuário da
Verdade e, então, agradecerão, não a nós que nada valemos, mas ao Onipotente
que vos achou digno disso, isto é, da Graça, tão apregoada pela própria Igreja
Romana, pois não é a todos que Ele costuma dispensá-la, segundo afirma esta
Igreja.
26
Explanação
Por que "Jesus" e não outro nome?
A Verdade
Como iremos ver, estas epígrafes não são tão fáceis de responder como
possa parecer à primeira vista, tanto mais limitado por um simples ensaio.
Em primeiro lugar, porque elas abrangem um largo círculo de
conhecimentos científicos relacionando-se com a lingüística dos povos antigos, com
a matemática, com a física, com a química, com a astronomia etc., ciências estas
que, talvez, não seja dado a todo leitor conhecer a fundo, por isso mesmo, difícil de
expor-se em uma linguagem menos áspera.
Em segundo lugar, porque caindo mesmo nas mãos de cientistas uma
parte se desinteressa por essas questões de filosofia e orientalismo, e outra parte
não lhe presta a devida atenção, por lhe faltar o tempo para se dedicar a esses
estudos.
Em terceiro lugar, porque se escrever em português uma obra tratando de
filosofia numa terra como a nossa, em que raríssimos são os escritores filósofos e
raríssimos também os leitores que, conhecendo outros idiomas, se dedicam a essas
leituras, equivale a semear-se alguns grãos de trigo num imenso campo onde já vivia
em predação a daninha tiririca.
Em quarto lugar, porque lido este despretensioso trabalho por pessoas
letradas, mas fanáticas por meia dúzia de fórmulas que lhe aparafusaram no cérebro
desde a infância, dificilmente se conseguiria fazê-las penetrar na compreensão
27
desses hieróglifos, a menos se reformasse completamente sua própria instrução e
educação física.
Bem diz o sábio escritor chinês Ku-Wang-Ming17:
"Que as palavras dos grandes escritores não podem
atingir a massa popular, porque todos os grandes escritores
falam a língua tias pessoas cultivadas, que a massa não pode
compreender".
"E lamentável, mesmo, que o espírito de formação
ocidental seja tão pressuroso em considerar absurdo o que ele
não compreende, e em rejeitar como fábula tudo quanto não
concorde com sua própria credibilidade18".
Infelizmente são esses que constituem uma grande parte da coletividade
brasileira, cujo analfabetismo orça numa porcentagem desoladora. São infelizes
pretensiosos que estacionam na marcha evolutiva de suas almas, são pobres cegos
guiados por outros cegos, na expressão do próprio Jesus; são almas que alienaram
sua liberdade de pensar entregando-a por procuração a outrem.
Bem diz uma máxima bramanista:
"Fácil é chegar-se a um acordo com o ignorante;
mais fácil, ainda, com o que sabe distinguir as coisas; mas, aos
homens enfatuados com um saber insignificante, nem Brahma
é capaz de os convencer".
17 L’Esprit Du peuple Chinois
18 Frase de Jacques Bacot, citada por Jean Rivière em A l’ombre dês Monastéres Thibétains
28
Portanto, se bem que este trabalho encerre um dos mais transcendentes
problemas da humanidade, porque tem relação direta com a salvação do nosso
espírito, não temos, contudo, a mínima pretensão de fazer obra de erudição e ainda
menos de ciência.
Estamos, porém, certos de que nenhum escritor brasileiro tratou desse
assunto pelo modo que o fazemos, baseado na própria Lei do Verbo, desconhecida
entre nós e nos livros sacros de vários povos.
Alguns dos nossos escritores, dos mais notáveis, cheios de competência
literária, que nos falta, abordaram o assunto, uns pelo lado político-social, outros
pelo lado filosófico-social, outros, ainda, pelo lado partidário. Nós, porém,
enfrentamos a questão da religiosidade do mundo pelo seu lado histórico,
comparativo e científico, a fim de lhe sondar a origem, acompanhar sua evolução,
assistir à sua perseguição, ao seu embaralhamento, às cisões que daí resultou, ao
amalgamento de uma com as outras, ao surto de algumas e ao desaparecimento de
outras, sem, contudo, desenvolver a matéria que, por sua natureza, como é fácil de
supor-se, levaria longe e, finalmente, descobrir onde está o erro e apresentá-lo à
meditação dos estudiosos.
Diremos simplesmente, em resumo, o que aprendemos em nossas
assíduas pesquisas de muitos anos, em vários autores antigos e modernos que se
aprofundaram em questões religiosas, sem pretendermos estabelecer outra doutrina.
Nosso desejo é, pelo menos, despertar a curiosidade de procurarem a
Verdade, embora, segundo Hermes Trismegisto, "ela não reside na Terra, porque a
Verdade é aquilo que é eterno e imutável. Tudo quanto está sujeito à mutação não
pode ser a verdade. Tudo que perece é mentira. Só Deus é a Verdade".
29
Por isso ninguém pode ver a verdade, que é Deus, Jesus mesmo —
quando Pilatos lhe perguntou o que vinha a ser a Verdade — não lhe deu resposta
alguma, e, este, virou-lhe as costas, indo tratar de outra coisa.
O Budismo diz que "A verdade é clara por si mesma; porém, se a
envolvermos por palavras obscuras, não mais a percebemos".
A verdade é como Aquiles que, possuindo pés leves, corria atrás de uma
tartaruga sem jamais alcançá-la.
Para descobrir-se a verdade, nada há de mais útil do que o estudo dos
erros19.
A verdade não encerra mistérios; só ao erro e à impostura é que eles
pertencem. O erro vem de uma incompreensão ou de uma deformação da Verdade.
Quem conhece uma só religião não conhece nenhuma, pois quem ouve
um sino só escuta um som, não podendo, portanto, saber se está afinado. É
necessário recorrer-se ao diapasão.
A pretensão do Catolicismo, de ser o único possuidor da Verdade, é
destituída de fundamento, pois o que parece ser hoje verdade será erro amanhã.
É como se ele dissesse: "A verdade está com a Igreja Católica; é proibido,
pois, doravante, sob terríveis penas, procurar descobrir a verdade".
Seria a paralisação do progresso humano, seria o retrocesso no
desenvolvimento intelectual da humanidade e, conseqüentemente, a escravização
dos homens a uma agremiação de déspotas, composta de jesuítas, frades, freiras,
padres e caterva.
Os fundadores do Catolicismo levaram 12 séculos confeccionando o culto
e as suas leis. O primeiro golpe que este culto levou teve início pela discussão
19 MAX MÜLLER – La Science de La Religion - 1873
30
filosófica do século XVI, chamado a Idade Média, o século das trevas. Ora, é claro
que, se esse culto levou 12 séculos para ser formado, os oito que decorrem até hoje,
têm demonstrado à sociedade o inevitável fim para o qual caminha, emparelhado
pelos dois poderes: Temporal e Espiritual.
São necessários ainda alguns anos para que a humanidade possa gozar
da Paz de Cristo, vivendo no seu Reinado de Paz; mas esse inevitável advento só
será realizado quando o Pontífice Rei atirar para longe a coroa e só usar a tiara.
Então haverá um só rebanho e um só pastor.
Se o Catolicismo romano viesse a vencer, eis ao que o mundo ficaria
sujeito: os caminhos de ferro seriam destruídos e substituídos pela fogueira do Santo
Ofício da Inquisição, que se encarregaria de fazer o paciente viajar mais depressa
para o outro mundo; o fio telegráfico seria substituído por uma corda; a luz elétrica
pelo clarão das fogueiras; a imprensa amordaçada e reduzida a publicar o
catecismo, obedecendo à única orientação do clero, como se verifica, positivamente,
entre nós, do programa dos "Diários Associados".
Além disso, como disse Jefferson: "Se a Verdade é tão grande e forte, ela
não precisa da proteção de culto algum e ainda menos do apoio do governo".
Mas, ainda que ninguém possa ver a Verdade, que é Deus, contudo,
aquele que o teme, que pratica o bem em prol de seu semelhante, que cumpre,
enfim, os simplíssimos dez mandamentos de Deus, sentirá que algo de
extraordinário lhe reside na alma.
Se não podemos atingir a verdade, tentemos ao menos lhe ser útil, disse
alguém.
Santo Agostinho disse: "Eu te procurava fora de mim e não te achava,
porque estavas em mim mesmo".
31
Essa doutrina era a de Buda, Orfeu, Pitágoras, Platão, Sócrates etc.
Ninguém, pois, viu a Verdade, que é Deus.
Entretanto, desde já começamos a esbarrar nesse ponto, com uma
grande contradição entre a Bíblia, que Moisés recebeu das mãos de Deus, que
Jesus veio confirmar, e que o evangelista João e os outros recolheram em suas
páginas.
Disse Jacó (Gênese XXXII, 30): "Vi Deus face a face e minha vida foi
salva".
Diz Êxodo XXXIII, 11: "E falava o Senhor a Moisés cara a cara como
quem fala ao seu amigo".
Números XII, 8. (É Deus quem fala) "Boca a boca falo com ele (com
Moisés) e de vista e não por figuras ou enigmas".
Porém,
João V, 18: "Ninguém nunca viu Deus", assim lhe disse Jesus.
Mas,
João X, 15 faz Jesus se contradizer: "Assim como o Pai me conhece,
também eu conheço o Pai". Quem conhece o Pai, que é Deus, para Jesus, é porque
o vê e vendo-o vê Deus, se é que as palavras são feitas para reproduzir o
pensamento.
Além disso, esta frase parece uma paródia do que disse, muitos séculos
antes, Amenófis (Akhenaton Ouenra), Filho único do Sol, contemporâneo de Moisés,
dirigindo-se ao Pai Celeste: "Ninguém te conhece senão teu filho Ouenra".
Como se vê, a verdade é por demais abstrata para o homem pretender
possuí-la.
Resta, porém, a fé, gritam os teólogos.
32
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